Política BRASIL
Manifestantes bolsonaristas invadem Congresso pedindo intervenção militar
Governo prometeu endurecer a ação contra extremistas, com autorização do uso da Força Nacional para o local das manifestações
08/01/2023 15h43
Por: Redação
Protestos furam bloqueio da Esplanada, em Brasília (Metrópoles/Reprodução)

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro decidiram radicalizar o discurso e foram até a Esplanada dos Ministérios pedindo a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), intervenção militar e Bolsonaro de volta ao poder.

 

Por volta de 14h30, o grupo furou o bloqueio da Esplanada e na sequência invadiu o Congresso Nacional, em Brasília. A Polícia Militar reage com bombas de efeito moral.

 

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, se manifestou via rede social afirmando que o governo do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, está concentrando esforços para controlar a situação.

 

Mais cedo o governo já havia prometido endurecer a ação contra extremistas. O ministro da Justiça, Flávio Dino, autorizou o uso da Força Nacional para o local das manifestações, na capital federal. O ministro da Defesa, José Múcio, também assumiu a atuação e inspecionou pessoalmente os lugares onde estão os apoiadores de Bolsonaro. A inteligência do governo identificou ainda no sábado 7, a chegada de mais de 100 ônibus para os atos, o que acendeu o alerta da área de segurança.

 

Faixas com as inscrições “Lula na cadeia”, “intervenção militar” “supremo é o povo” e “Bolsonaro presidente” foram erguidas no meio da manifestação. A convocação foi feita por grupos de apoiadores do ex-presidente. O discurso é ir em frente ao Congresso Nacional para esperar alguma ação das Forças Armadas contra o governo Lula, medida que contraria a Constituição, mesmo que não haja nenhum indício por parte dos militares de que isso vá ocorrer.

 

Mais cedo, o ministro da Justiça afirmou esperar que a polícia não precise atuar e destacou que a “tomada de poder” só poderá ocorrer em 2026, com uma nova eleição presidencial. Houve apelo nos grupos de apoiadores de Bolsonaro para que as pessoas não se intimidem e mantenham a manifestação, que não tem hora nem data para terminar.

 

*Com Estadão Conteúdo