Justiça POLÍTICA
PF cumpre mandados de prisão no RJ contra suspeitos de financiar atos golpistas
Operação tem como alvos lideranças de Campos dos Goytacazes suspeitos de organizar e bancar os ataques aos Três Poderes, em 8 de janeiro, em Brasília
16/01/2023 09h47 Atualizada há 3 anos
Por: Redação
Imagem da câmera de segurança do Senado mostra invasão de terroristas ao local conhecido como Praça das Bandeiras no dia 8 de janeiro Reprodução

A Polícia Federal (PF) cumpre nesta segunda-feira três mandados de prisão temporária contra suspeitos de organizar e financiar "os atos que desencadearam a depredação dos prédios públicos e dos atentados contra as instituições democráticas" ocorridas em 8 de janeiro, em Brasília. Um dos investigados já foi preso na cidade de Campos dos Goytacazes (RJ). Outros dois não foram localizados.

 

Também são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão. A PF informou que aparelhos de telefone celular, computadores e documentos foram recolhidos em endereços ligados aos suspeitos.

 

De acordo com a PF, a investigação visava identificar as lideranças locais que bloquearam as rodovias que passam pelo município. Tratam-se das mesmas pessoas que organizaram manifestações em frente aos quartéis do Exército situados na cidade.

 

"Durante a investigação, foi possível colher elementos de prova capazes de vincular os investigados na organização e liderança dos eventos", diz a PF, em nota.

 

Os mandados da Operação Ulysses foram expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Com o cumprimento das ordens judiciais, a PF espera "identificar eventuais outros partícipes/coautores na empreitada criminosa".

 

Os suspeitos são investigados pelos crimes associação criminosa e incitação das Forças Armadas contra os poderes institucionais.

 

Ataques em Brasília

A invasão de manifestantes golpistas às sedes do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Palácio do Planalto em 8 de janeiro deixou um rastro de destruição. Milhares de pessoas marcharam para a Praça dos Três Poderes e conseguiram entrar facilmente nos prédios públicos.

 

A ação foi planejada previamente e anunciada nas redes sociais, mas quase nada foi feito para evitá-la. Uma vez dentro dos palácios, os invasores contaram com a colaboração de agentes de segurança.

 

 

 

 

Por O Globo