A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a soltura de 12 pessoas presas por suspeitas de participação nos ataques golpistas de 8 de janeiro.
A PGR argumenta que não há indícios de que essas pessoas praticaram atos de vandalismo contra as sedes dos Três Poderes. Sustenta que elas apenas se encontravam acampadas em frente ao QG do Exército em Brasília.
A Procuradoria pede que a prisão preventiva seja substituída por outras medidas restritivas. Sugere que, em contrapartida, os suspeitos sejam proibidos de frequentar qualquer estabelecimento militar, mantendo uma distância de 500 metros, e também a proibição de manter contato com outros denunciados "testemunhas ou pessoa que tenha estado acampada incitando intervenção militar".
A Procuradoria também pediu para que os investigados fiquem sem ter qualquer acesso às redes sociais.
No dia 8 de janeiro, um grupo de radicais, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), invadiu o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo, promoveram a destruição dos edifícios-sede dos Poderes e pediram a intervenção militar no Brasil. Ao todo, a PGR já apresentou ao STF 652 denúncias. Desde o dia 12 de janeiro, quando foi criado o Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos, 764 manifestações foram elaboradas e enviadas ao STF.
Por O Globo