A seis meses das eleições gerais, seis nomes despontam como pré-candidatos à Presidência da República. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentará um feito inédito: ser eleito pela quarta vez para o comando do governo federal.
Ele deve ter como principal adversário, segundo pesquisas recentes, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — derrotado pelo petista em 2022.
Apesar dos anúncios de pré-candidaturas, os nomes de quem vai concorrer só serão oficializados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em agosto, quando começam as campanhas.
O campo da direita também terá outros dois nomes que apostarão no antipetismo: os ex-governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Apoiadores do clã Bolsonaro, ambos vão disputar espaço com Flávio.
Em uma corrida por fora, e com uma estrutura partidária incipiente, o ex-ministro Aldo Rebelo (DC) e o fundador do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos (Missão), também anunciaram as respectivas pré-candidaturas ao Planalto.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou, nesta terça-feira (31), que o vice Geraldo Alckmin (PSB) estará na chapa para concorrer à reeleição na disputa presidencial. O anúncio do petista ocorreu durante reunião com ministros no Palácio do Planalto.
Lula tentará o quarto mandato nas eleições deste ano. O chefe do Executivo completará 81 anos em outubro e será o candidato mais velho neste pleito presidencial. O petista se elegeu em 2002, em 2006 e em 2022.
Flávio Bolsonaro (PL)
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de 44 anos, tentará o que o pai não conseguiu: vencer Lula em uma disputa presidencial. O filho mais velho do ex-chefe do Executivo federal anunciou, em dezembro último, que se candidataria neste ano.
Flávio se tornou a opção do clã da Zona Oeste do Rio de Janeiro após o STF (Supremo Tribunal Federal) condenar Jair a 27 anos e 3 meses de prisão, pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.
Ronaldo Caiado (PSD)
Médico ortopedista, Ronaldo Caiado (PSD), de 76 anos, construiu a carreira política em Goiás: foi deputado, senador e governa o estado desde 2019. O chefe do Palácio das Esmeraldas foi escolhido pelo partido ao qual se filiou para disputar o pleito de outubro.
O PSD anunciou a pré-candidatura de Caiado nessa segunda-feira (30), após a desistência do correligionário e governador do Paraná, Ratinho Júnior. A definição pelo nome de Caiado se deu após semanas de articulação nos bastidores e encerrou um processo interno que o opunha ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Romeu Zema (Novo)
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), de 61 anos, que renunciou ao cargo em 22 de março, disse à reportagem que mantém a candidatura a presidente da República e que considera positivo ter vários candidatos do mesmo espectro político para concorrer contra o presidente Lula.
Ele acrescentou que, em conversa com Jair Bolsonaro no ano passado, o ex-presidente defendeu que a direita tivesse mais de um presidenciável na disputa. Para Zema, o leque aberto fortalece o campo político-ideológico em um eventual segundo turno contra o petista.
Renan Santos (Missão)
Fundador do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos, de 42 anos, é pré-candidato à Presidência pelo Missão. Entre os apoiadores, ele ganhou um apelido: “Javier Milei brasileiro”. A comparação com o presidente argentino vai além do cabelo bagunçado e de shows de rock — pois ambos são vocalistas de bandas.
Assim como Milei, Renan apresenta comportamento intempestivo e aposta na força das mídias sociais para chegar ao Palácio do Planalto. Embora ainda seja desconhecido pela maioria do eleitorado, ele tem crescido nas intenções de voto dos jovens da geração Z, segundo pesquisas recentes.
Aldo Rebelo (DC)
Alagoano de Viçosa, Aldo Ribeiro, de 70 anos, é jornalista. Nos anos 1980, atuou como presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes). Começou na política como vereador de São Paulo. Depois, foi deputado por seis mandatos; presidente da Câmara; e ministro nos mandatos de Lula (PT) e Dilma Rousseff (PT). Agora, é pré-candidato à Presidência pelo Democracia Cristã.
Em dezembro último, o ex-ministro lançou a pré-candidatura, com base em quatro ”Rs”: retomada do crescimento; redução das desigualdades; revalorização da democracia; e reconstrução da agenda de defesa nacional. Antes aliado de Lula, Rebelo atualmente faz críticas ao governo, bem como a organizações ligadas ao meio ambiente e aos povos indígenas.
Por R7