O advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao STF (Supremo Tribunal Federal), planeja manter conversas com senadores até a véspera da sabatina dele na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), prevista para a próxima quarta-feira (29).
Na sabatina, os senadores vão avaliar se Messias está apto para ocupar uma cadeira no Supremo. No mesmo dia, o nome dele deve ser analisado pelo plenário do Senado. Ele precisa de ao menos 41 votos a favor para ser nomeado como ministro do STF.
A articulação de Messias por votos deve seguir até os últimos momentos antes da sabatina, segundo apuração do R7. O advogado-geral da União planeja visitar gabinetes de senadores nos dois dias anteriores à votação, em busca de apoio para garantir a vaga. A lista de parlamentares com quem pretende se reunir será definida nesta segunda-feira (27).
Se mantiver a estratégia atual, Messias seguirá na busca de diálogo com a oposição, principalmente para tentar diminuir a resistência em relação ao nome dele. Nas últimas semanas, o advogado-geral da União priorizou conversas com parlamentares do PL, que fecharam questão contra a indicação dele ao STF.
Senadores do partido também pretendem levar à sabatina temas sensíveis, como pautas de costumes e o posicionamento do advogado-geral em relação à atuação de outros ministros do Supremo — incluindo episódios recentes de tensão entre magistrados e a CPI do Crime Organizado.
Resistência de Alcolumbre
A saga da indicação de Messias ao STF, que já completou cinco meses, segue sem uma conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
O amapaense apresentou ressalvas ao nome dele à época da indicação — Alcolumbre defendia o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), ex-presidente do Senado.
Apesar do desafio, aliados de Messias consideram que a resistência a ele diminuiu e que há apoio necessário para a condução dele ao Supremo.
O advogado-geral da União foi escolhido por Lula em novembro do ano passado para preencher a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que antecipou a aposentadoria.
Por R7