A International Football Association Board (IFAB) aprovou a aplicação de cartão vermelho para jogadores que cobrirem a boca com o objetivo de ocultar comportamentos discriminatórios. A medida será implementada a partir da Copa do Mundo da 2026 e também prevê punição para atletas que abandonarem o campo em protesto contra decisões da arbitragem.
A decisão foi tomada por unanimidade em reunião especial realizada em Vancouver, no Canadá, após consultas conduzidas pela Fifa com representantes do futebol. Segundo a nova diretriz, o uso do gesto de cobrir a boca em situações de confronto poderá ser interpretado como tentativa de esconder conduta inadequada, cabendo ao árbitro aplicar a expulsão, conforme o regulamento de cada competição.
Outra mudança aprovada trata do abandono de campo. O árbitro poderá expulsar jogadores que deixarem o jogo em forma de protesto, assim como membros da comissão técnica que incentivarem a atitude. Nesses casos, a equipe responsável pela interrupção poderá ser declarada derrotada por W.O.
As novas regras serão comunicadas às 48 seleções participantes da Copa do Mundo de 2026 nas próximas semanas e passam a integrar o conjunto de medidas adotadas para coibir comportamentos considerados inadequados dentro de campo.
Regra foi inspirada em caso de injúria racial contra Vini Jr
A nova regra passou a ser debatida após o caso envolvendo Vini Jr e Gianluca Prestianni no duelo entre Real Madrid e Benfica, no último dia 17 de fevereiro, pelas oitavas de final da Champions League. O brasileiro acusou o argentino de injúria racial; contudo, o jogador dos Encarnados havia coberto a boca para evitar uma possível leitura labial.
Posteriormente, a Uefa anunciou suspensão de Prestianni por seis partidas. A decisão foi tomada pelo Comitê de Controle, Ética e Disciplina da entidade em decorrência dos incidentes registrados na partida. O jogador argentino foi sancionado por conduta discriminatória após utilizar linguagem homofóbica em uma discussão em campo com Vini Jr.
Por Lancenet