O governo brasileiro aposta em uma nova rodada de negociações para tentar evitar a tarifa adicional de 25% que os Estados Unidos estudam impor ao país, mas as tratativas enfrentam um prazo apertado e precisa ser negociado em um mês.
O governo Trump vai decidir se aplica novas tarifas contra o Brasil até 15 de julho. No meio tempo, Lula prevê levar o debate ao encontro do G7, na França. O governo também trabalha com a possibilidade de um encontro informal entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nos corredores do evento ou durante sessões de trabalho.
Lula também planeja levar ao evento um discurso com críticas ao sistema financeiro internacional, com objetivo de marcar posição contra tarifas e cobrar investimentos internacionais a países em desenvolvimento, em vez da prioridade a gastos com guerras.
Enquanto isso, no Brasil, o Ministério da Indústria mantém a previsão de tentativas de negociação técnica com a área comercial dos Estados Unidos e prevê uma nova reunião entre o ministro Márcio Elias Rosa e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.
A rodada de conversas deve ocorrer ainda nesta semana, com participação de nomes do Itamaraty e da secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres.
As negociações seguem a linha defendida pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que prometeu atuar sem interrupções para evitar a adoção das novas tarifas. “Vamos trabalhar ininterruptamente para não implantar os 25% das tarifas, até porque não tem razão”, frisou, durante agenda em Minas Gerais no sábado.
Novas tarifas dos EUA
O governo dos Estados Unidos anunciou que poderá taxar importações brasileiras com uma nova tarifa de 25% sob alegação de que determinadas práticas brasileiras seriam desleais.
A posição do país cita desmatamento ilegal e o comércio on-line. Os EUA preveem confirmar se haverá tarifa adicional no próximo 15 de julho. Mesmo se ficar confirmada, a taxa deixará de fora itens como carne bovina, café, terras raras, metais e peças de aeronave.
Apesar da lista de exceções, produtos de alto valor ao Brasil poderão ser prejudicados, como caso de itens semiacabados de ferro e aço. Produtos com esses materiais representaram US$ 3,36 bilhões de vendas aos Estados Unidos em 2025, segundo o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).
Por R7