O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o PT (Partido dos Trabalhadores) após a operação da PF (Polícia Federal) que mirou o líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), na manhã desta quinta-feira (18). A força-tarefa ocorreu como desdobramento das apurações sobre o caso Master.
Os investigadores apuram indícios de que o parlamentar tenha recebido propinas de Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro. “Escândalo envolvendo o PT é como a incompetência do governo Lula: não tem como esconder”, escreveu Flávio Bolsonaro em publicação no X (antigo Twitter).
Embora critique a menção a um petista nas investigações, o próprio Flávio Bolsonaro está envolto no caso Master, ainda que não seja formalmente acusado ou investigado. No mês passado, o site Intercept Brasil revelou que o senador pediu dinheiro a Vorcaro para a produção do filme Dark Horse, cujo roteiro é inspirado na vida do pai, o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL).
Além do pedido de dinheiro ao ex-dono do Master, Flávio Bolsonaro foi à casa de Vorcaro em dezembro de 2025, enquanto o banqueiro cumpria medidas cautelares após ser liberado da prisão pela primeira vez desde que se tornou o principal investigado na Operação Compliance Zero.
O senador alegou que a visita ocorreu para colocar um “ponto final” na relação com Vorcaro. Desde que foi revelada essa relação, Flávio Bolsonaro passou a defender a instalação de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para apurar o caso Master.
No entanto, o parlamentar não apoiou todos os pedidos para que o Congresso Nacional investigasse o caso. Dos cinco requerimentos que buscam por signatários no Senado, Flávio assinou só dois — fato que vai de encontro à versão do próprio político, que disse ter endossado todas as iniciativas do gênero.
Assim, ao criticar Wagner e o PT nesta quinta-feira (18), Flávio Bolsonaro voltou a pedir pela CPMI do Master.
Por R7