O sonho do hexacampeonato foi novamente adiado. Desta vez, com a derrota para a Noruega por 2 a 1, no último domingo (5), no MetLife, em Nova Jersey (EUA), pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Hora, então, de começar tudo de novo, com um jejum de 28 anos sem a taça até 2030. A partir de setembro, na próxima Data-Fifa, nos amistosos contra a Austrália, o Brasil inicia o novo ciclo, com mais um quadriênio de Carlo Ancelotti. Veja, então, na sequência, uma avaliação da performance dos jogadores no Mundial. O Jogada10 também traça um prognóstico dos nomes que ainda têm algo a oferecer e daqueles que chegaram, enfim, ao fim da linha pela Seleção. Confira, então, abaixo!
Goleiros
Alisson (33 anos) – Realizou algumas defesas importantes, não teve culpa na maioria dos gols sofridos pela Seleção, mas demonstrou que ficou longe do auge. Muitas vezes, um goleiro comum. Deve ceder lugar a outros jogadores da posição.
Ederson (32 anos) – Não foi acionado e veio aos Estados Unidos em má fase. Dificilmente, pela idade, não volta em 2030.
Weverton (38 anos) – Convocado pela experiência, também passou a Copa do Mundo esquentando o banco de reservas. Ciclo no fim.
Laterais
Wesley (22 anos) – Cortado por uma lesão, deixou o lado direito sem profundidade. Ou seja, fez falta. Tem bola para estar no grupo da Copa da Espanha/Portugal/Marrocos.
Danilo (34 anos) – Apesar do espírito inconfundível de liderança, cometeu falhas que comprometeram ao longo da Copa. Prestes a completar 35 anos, já avisou que será um torcedor na próxima Copa do Mundo.
Ibañez (27 anos) – Não deu conta do recado nos 45 minutos contra o Marrocos. Amarelado, saiu e não voltou mais. Deve, assim, ficar para trás.
Douglas Santos (32 anos) – Surpreendeu com o seu “feijão com arroz” na lateral esquerda da Seleção. Agradou. No entanto, não está mais na flor da idade. Chances mais remotas de aparecer na lista dos convocados em 2030.
Alex Sandro (35 anos) – Jogou pouquíssimos minutos com Ancelotti no Mundial. Sendo assim, fim da linha para o defensor rubro-negro.
Brasil se despede da Copa de forma melancólica – Foto: Buda Mendes/Getty Images
Zagueiros
Marquinhos (32 anos) – Usou a braçadeira de capitão e teve um desempenho regular. Se conseguir seguir os passos de Thiago Silva, pode reaparecer em 2030. Vai depender do nível que apresentar.
Gabriel Magalhães (28 anos) – Até o jogo contra a Noruega, fazia uma boa Copa, com muita segurança na retaguarda. A desvantagem em relação a Haaland, nas oitavas, fica como a imagem final. Mas tem tudo para seguir com Carleto.
Léo Pereira (30 anos) – Não entrou em campo durante os cinco jogos da Seleção no Mundial. Uma incógnita para os próximos quatro anos. A vantagem é estar em um clube que ganha títulos de expressão, como o Flamengo.
Bremer (29 anos) – Outro que não foi utilizado pela comissão técnica do Mister. Se pintar em 2030, também será pela experiência.
Meio-campistas
Éderson Silva (27 anos) – Entrou na fogueira contra a Noruega e passou despercebido. Entrou no grupo com a lesão de Wesley. Tem idade para ganhar mais protagonismo.
Casemiro (34 anos) – Um dos máximos representantes de uma geração que fracassou. Além disso, perdeu espaço no futebol europeu e passará os últimos anos da carreira no futebol dos Estados Unidos. Não volta na próxima Copa.
Fabinho (32 anos) – Muita gente pediu o volante no lugar de Casemiro. Entretanto, sem espaço na Europa, deve ficar para trás.
Bruno Guimarães (28 anos) – Antes da Noruega, realizou uma Copa em altíssimo nível. Deveria ter sido mais reconhecido. O pênalti perdido não ofusca o seu desempenho. Tem bola para ficar no grupo de 30.
Paquetá (28 anos) – Meia ou volante, ficou devendo quando teve a sua chance. A tendência é perder espaço a partir de setembro, no novo ciclo.
Danilo Santos (25 anos) – Chegou voando, mas teve pouco tempo com Ancelotti nos EUA, algo que pode atrapalhar a sua ida à Europa nesta janela. Mas está em boa fase e com uma porcentagem boa de seguir na Seleção Brasileira.
Atacantes
Matheus Cunha (27 anos) – Entrou no segundo jogo da Copa e anotou três gols, como um falso 9 ou como um meia mais centralizado, embora não seja sua posição. Fica em alta.
Raphinha (29 anos) – Mostrou muito pouco nos Estados Unidos e ainda se lesionou durante a Copa. Pode perder espaço. Vive jejum de gols com a camisa verde e amarela.
Vini Jr. (25 anos) – Craque da Seleção Brasileira, chamou a responsabilidade na maior parte da Copa. Começará o novo ciclo em alta. Segue como uma esperança para o hexacampeonato.
Igor Thiago (25 anos) – Sofreu com a “Síndrome de Afonso Alves”. Teve duas chances, jogou fora e foi para o final da fila. Sendo assim, perde muito espaço.
Endrick (19 anos) – O queridinho da galera não teve a Copa do Mundo que a torcida esperava. Falhou em momento crucial. Só que é jovem e tem muito chão para dar a volta por cima.
Rayan (19 anos) – Herdou a vaga de Raphinha, mostrou boas credenciais e características que Ancelotti aprecia em um ponta. Começa a jornada para a próxima Copa em alta.
Gabriel Martinelli (25 anos) – Saiu do banco para salvar a Seleção contra o Japão e manteve o bom desempenho contra a Noruega, embora tenha sido sacado. Permanece no elenco e deve figurar nas próximas listas.
Luiz Henrique (25 anos) – Arma no segundo tempo das partidas da Seleção, teve uma atuação ruim contra Marrocos. Aqueles minutos sepultaram suas chances. Vai ter que convencer o Mister de novo.
Neymar (34 anos) – O próprio atacante já declarou que a sua passagem pela Seleção chegou ao fim. Com histórico de lesões e outras prioridades, não será surpresa se pendurar as chuteiras em breve.
Por Jogada10