Paraíba JUSTIÇA RESTAURATIVA
Sonho realizado: 28 casais oficializam união em casamento coletivo na cidade de Lagoa Seca
Práticas circulares do Cejure orientaram os noivos sobre diálogo, empatia e construção contínua de relações pacíficas antes da celebração.
27/08/2026 21h17
Por: Redação Fonte: Por Ascom/TJ-PB
O casamnto foi celebrado pela juíza Ivna Mozart

Na noite dessa quarta-feira (26), no Município de Lagoa Seca, 28 casais celebraram o amor e oficializaram suas histórias de vida, em um casamento coletivo marcado pela emoção e união. A cerimônia reuniu familiares e amigos em um momento único, no qual os noivos trocam reafirmam o compromisso de construir uma nova etapa de suas vidas. O evento foi realizado em uma casa de recepção local e celebrado pela juíza e coordenadora adjunta do Núcleo Estadual de Justiça Restaurativa (Nejure), do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), Ivna Mozart.

Antes de efetivar a união, os 28 casais passaram por círculo de construção de paz, promovidos por servidores(as) facilitadores(as) do Centro de Justiça Restaurativa (Cejure) da Comarca de Remígio. As práticas aconteceram no Convento Marista, em Lagoa Seca e cada casal recebeu uma lembrancinha de casamento. “Quando pensamos em Justiça Restaurativa, muitas vezes pensamos na resolução de conflitos. Mas, ela vai muito além disso. A Justiça Restaurativa trata de relações, escuta, respeito, pertencimento e, principalmente, sobre a capacidade que temos de construir juntos”, comentou Ivna Mozart.

Para a magistrada, levar os círculos de construção de paz aos noivos do casamento coletivo de Lagoa Seca teve um significado muito especial. Segundo ela, o casamento também é um círculo e um encontro de duas histórias, duas pessoas, duas famílias e dois caminhos que passam a ser construídos em conjunto.

“O amor celebra o encontro, mas é o diálogo que ajuda a sustentar a caminhada. E uma relação de paz não significa ausência de diferenças ou de conflitos, significa ter ferramentas para lidar com eles (conflitos) com respeito, empatia e disposição para ouvir o outro”, sustentou a juíza, que é titular da 3ª Vara Regional das Garantias de Campina Grande.

Ainda de acordo com Ivna Mozart, a Justiça Restaurativa lembra que vínculos precisam ser cuidados e que a paz não é algo pronto, ela é construída todos os dias, nas pequenas escolhas, nas palavras ditas, na maneira como escutamos e na forma como acolhemos o outro. “O casamento é a escolha de caminhar lado a lado. A Justiça Restaurativa nos ensina que essa caminhada pode ser feita com mais escuta, mais compreensão e mais humanidade.

Por Fernando Patriota