Patos DIREITOS HUMANOS
Núcleo de Direitos Humanos Unifip promove ação na Comunidade Quilombola da Pitombeira
A atividade fortalece a relação entre universidade e comunidade
11/09/2026 08h11
Por: Redação Fonte: Por Ascom/UNIFIP

Nesta quinta-feira, 10 de setembro de 2026, o Núcleo de Direitos Humanos da Unifip realizou uma atividade de extensão no município de Várzea, voltada aos agricultores da Comunidade Quilombola da Pitombeira. A iniciativa integra o projeto “Direitos Humanos, Saúde e Vulnerabilidade Social e Econômica: caso da realidade da Comunidade Quilombola da Pitombeira”.

A ação foi desenvolvida em parceria com o engenheiro agrônomo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Eduardo Rabay, que conduziu uma oficina de orientação destinada aos agricultores da comunidade vinculados ao projeto de Agricultura Familiar.

Durante o encontro, foram discutidas possibilidades para o fortalecimento da produção local e identificada, junto aos agricultores, a necessidade de articular a Agricultura Familiar com a aquaponia, sistema que pode contribuir para a diversificação das atividades produtivas e para o melhor aproveitamento dos recursos disponíveis.

A iniciativa contempla um projeto-piloto com seis bancadas de agricultores familiares, permitindo acompanhar de forma prática a aplicação das orientações e avaliar possibilidades de desenvolvimento e ampliação das atividades produtivas na comunidade.

Para o professor Arnaldo Sucuma, coordenador do Núcleo de Direitos Humanos da Unifip, a iniciativa reforça a importância de aproximar o conhecimento acadêmico das necessidades concretas das comunidades.

“Quando falamos em direitos humanos, também estamos falando de condições dignas de vida, geração de renda, segurança alimentar e acesso a oportunidades. Estar na Comunidade Quilombola da Pitombeira, ouvindo os agricultores e construindo alternativas junto com eles, fortalece o compromisso da Unifip com uma extensão que dialoga com a realidade e contribui para a transformação social”, destacou Arnaldo Sucuma.

A atividade fortalece a relação entre universidade e comunidade, integrando direitos humanos, desenvolvimento social, agricultura familiar e sustentabilidade. A proposta é construir soluções a partir das demandas apresentadas pelos próprios agricultores, respeitando os saberes, as características e a realidade socioeconômica da Comunidade Quilombola da Pitombeira.