O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou o envio de tropas a duas regiões separatistas da Ucrânia na região de Donbas.
As tropas, que o governo russo afirma serem para manutenção da paz, são direcionadas a Donetsk e Lugansk, que estão em guerra civil desde 2014, mesma época da anexação da Crimeia. A Rússia tem apoiado separatistas de forma não oficial na região desde então.
Ao reconhecer as regiões como independentes, o que aconteceu mais cedo nesta segunda-feira, 21, a Rússia oficializa o apoio direto aos separatistas. Potências do Ocidente afirmam que a medida é ilegal e que as regiões de Donbas são territórios ucranianos.
Horas depois do anúncio de Putin, o presidente americano, Joe Biden, anunciou sanções contra as regiões separatistas.
Há o temor de que a medida seja um primeiro passo antes de uma eventual invasão à Ucrânia, incluindo à capital Kiev. Os Estados Unidos têm afirmado nas últimas semanas que uma invasão é iminente, o que a Rússia nega.
Mais de 100 mil soldados russos estão posicionados na fronteira com a Ucrânia desde o fim do ano passado (número que os EUA suspeitam ter quase dobrado nos últimos dias), enquanto negociações diplomáticas sobre o conflito não têm avançado.