O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou atrás neste domingo, dia 20, na decisão de obrigar o bloqueio do aplicativo Telegram em todo o país. De acordo com Moraes, o Telegram, de origem russa, obedeceu a determinações judiciais definidas pelo STF e, por isso, está novamente autorizado a operar no país.
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O STF havia solicitado que o Telegram cumprisse quatro determinações, entre elas a indicação de um representante oficial no Brasil e o bloqueio do canal "Claudio Lessa", que seria ligado ao presidente Jair Bolsonaro. O aplicativo também precisava informar sobre providências tomadas sobre o "combate à desinformação e divulgação de notícias fraudulentas". Na última sexta, dia 18, o Telegram recebeu ordem de suspender as atividades no país.
Neste sábado, dia 19, o fundador do Telegram, o russo Pavel Durov, se desculpou com Moraes. O empresário também prestou esclarecimentos sobre as medidas judiciais ordenadas pelo STF. O advogado Alan Campos Elias Thomaz foi indicado como representante do aplicativo no Brasil. Segundo o Telegram, foram tomadas sete medidas contra a desinformação, como o monitoramento diário dos cem canais com mais seguidores e acompanhamento diário das mídias brasileiras. Além disso, o canal "Claudio Lessa" foi bloqueado.
Fonte: Exame