
O brasileiro com acesso à internet mantém 3,6 contas em bancos e outras instituições financeiras ao mesmo tempo, em média, conforme apontou um estudo feito pelo banco digital C6 Bank. O dado é um alerta, já que, quanto mais contas alguém tem, mais difícil é organizar o orçamento. Quanto maior a classe social, mais contas a pessoa tem. Na classe A, a quantidade média chega a 5,5, enquanto na classe C, vai a 3,3.
O levantamento foi realizado apenas com as classes A, B e C. Além das populares contas corrente e poupança, a pesquisa envolve contas salário, onde o empregador faz depósitos mensais, e contas de pagamento, oferecidas por fintechs. O estudo inclui, ainda, contas de investimento.
Os homens possuem mais contas que as mulheres. Entre eles, a quantidade média chega a 4,1 e, entre elas, vai a 3,2. O acúmulo de contas chama atenção em um momento em que o sistema bancário brasileiro passa por uma mudança que deve transformar o relacionamento dos consumidores com as instituições financeiras, avalia o C6 Bank.
“Essa é mais uma etapa importante do processo de democratização do acesso aos serviços bancários no país, que já vem se consolidando com o avanço das instituições digitais”, afirma Maxnaun Guitierrez, chefe de produtos e pessoa física do C6 Bank.
Segundo a pesquisa, 75% dos entrevistados possuem contas corrente e poupança, os outros 25% se dividem entre contas salário, pagamento (oferecidas por fintechs) e investimentos.