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Bolsonaro chega em Londres e faz ato de campanha

Presidente está na Inglaterra para participar do funeral da rainha Elizabeth II; candidato à reeleição aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto.

Redação
Por: Redação
18/09/2022 às 12h13
Bolsonaro chega em Londres e faz ato de campanha
Bolsonaro discursa na chegada a Londres e volta a repetir que ganha no primeiro turno (Foto: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez um discurso a apoiadores assim que chegou a Londres, na manhã deste domingo. Da sacada da residência do embaixador brasileiro, o candidato à reeleição voltou repetir que ganhará a eleição no primeiro turno. Cerca de 150 apoiadores acompanharam a fala do presidente no local. Bolsonaro está atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas Datafolha e Ipec.

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— Esse é o sentimento da grande maioria do povo brasileiro. Em qualquer lugar que eu vá, para quem conhece aqui… ontem eu estive no interior de Pernambuco e a aceitação é simplesmente excepcional. Não tem como a gente não ganhar no primeiro turno — disse Bolsonaro.

 

Em seguida, sua claque grita repetidamente: "Primeiro turno, primeiro turno, primeiro turno".

 

De acordo com a última pesquisa Datafolha, publicada na quinta-feira, Lula segue na liderança e está 12 pontos à frente de Bolsonaro. O levantamento aponta que o petista tem 45% das intenções de voto, contra 33% do atual chefe do Executivo. Já a última pesquisa Ipec (ex-Ibope), divulgada na última segunda-feira, mostra que Lula está com 46% das intenções de voto e o presidente Jair Bolsonaro (PL) com 31%.

 

As intenções de voto em Bolsonaro cresceram timidamente nos últimos meses, apesar da equipe de campanha tentar diminuir a rejeição do presidente entre mulheres e jovens, que, em sua maioria, declaram voto em Lula. Com cenário apontando vitória do petista — ainda no primeiro turno, segundo alguns levantamentos — integrantes do chamado Centrão vêm articulando uma forma de se aproximar de Lula em 2023, se assumir a Presidência.

 

Bolsonaro chegou a Londres acompanhado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro; do deputado federal Eduardo Bolsonaro; do coordenador de comunicação da campanha à reeleição, Fábio Wajngarten; do pastor Silas Malafaia; do padre Paulo Antônio de Araújo e de um tradutor oficial do presidente. A presença de representantes religiosos foi tida como surpresa porque o Palácio do Planalto, até a noite deste sábado, não sabia informar quem integraria a comitiva presidencial a Londres. No entanto, apenas Bolsonaro e a primeira-dama participarão de eventos oficiais.

 

'Pesar pela rainha'

 

O presidente abriu sua fala manifestando "pesar e profundo respeito pela família da rainha e também pelo povo do Reino Unido". E acrescentou que este é o motivo principal de sua visita. Depois, afirmou que a presença de um grupo de apoiadores "representa o que acontece no Brasil".

 

— O momento que temos pela frente, teremos de decidir o futuro da nossa nação. Sabemos o quem é o outro lado e o que eles querem implantar no nosso Brasil. A nossa bandeira sempre será das cores que temos aqui: verde e amarela — disse.

 

Apoiadores aguardam chegada de Bolsonaro em embaixada brasileira em Londres

 

O presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou em Londres na manhã deste domingo (horário local) para o velório da Rainha Elizabeth II, previsto para esta segunda-feira

 

Bolsonaro também tratou sua chegada à Presidência como "uma missão de Deus". O chefe do Executivo ainda acenou para grupos de apoiadores fieis, como os evangélicos e o agronegócio.

 

— O nosso Brasil é uma potência no agronegócio e também já marcha para ser uma potência na geração de energia — afirmou. — Com todo respeito aos demais países do mundo: o Brasil é a Terra Prometida. O Brasil é um pedaço do Paraíso. E nós devemos nos orgulhar de termos nascido lá. Pode ter certeza, se essa for a vontade de Deus, continuaremos — acrescentou.

 

Ao lado do pastor Silas Malafaia, o presidente retomou o discurso conservador contrário à legalizaçaõ do aborto e das drogas e crítico ao que chama de "ideologia de gênero", uma das principais bandeiras de campanha:

 

— Mesmo com a pandemia, terrível para o mundo todo, o Brasil resistiu, o povo é resiliente, e nós estamos no caminho certo. [...] E também nas questões que têm a ver com a nossa tradição, com as nossas vidas. Somos um país que não quer discutir liberação de drogas, que não quer discutir legalizar o abordo, e que também não aceita a ideologia de gênero.

 

Bolsonaro retoma as principais bandeiras que o elegeram em 2018 em um país em que, desde 1967, é legalizado o aborto até as 24 semanas do feto, durante o reinado da Rainha Elizabeth II, e o serviço é oferecido no sistema público de saúde britânico (NHS), que inspirou o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro.

 

Apoiadores que acompanhavam Bolsonaro próximo à embaixada brasileira em Londres xingaram e hostilizaram os jornalistas brasileiros, e foi gerada uma tensão entre apoiadores e pessoas que vaiavam os profissionais. Depois, na saída do presidente para sua agenda, simpatizantes e pessoas que protestavam contra a destruição do meio ambiente, brasileiros e ingleses, se desentenderam e a polícia britânica fez um cordão de isolamento.

 

As autoridades policiais, então, fizeram um cordão de isolamento para proteger os representantes da imprensa e os manifestantes contrários ao presidente. Eles também pediram que um blogueiro simpatizante parasse de intimidar os profissionais da imprensa que estavam no local.

 

<p><img src="https://vitrinepatos.com.br//envios/2022/09/18/af09f7c0fb59f18f23d3bc394d53064f3f8739ff.jpg" style="float: left; width: 100%; margin: 10px 0;" /></p>

Policiais britânicos fazem cordão de isolamento enquanto apoiadores de Bolsonaro xingam jornalistas e pessoas contrárias ao governo que protestavam no local — Foto: Pablo Uchoa/Agência O Globo

Funeral

 

O presidente chegou em Londres às 8h30 do horário local (4h30 pelo horário de Brasília) para comparecer ao velório da rainha Elizabeth II, que faleceu no dia 8 de setembro. Ele foi recepcionado por apoiadores quando chegou na sede da embaixada brasileira em Londres.

 

À tarde, Bolsonaro vai à câmara ardente da abadia de Westminster, onde o corpo da monarca está sendo velado. Logo depois, ele vai assinar o livro de condolências, prestando homenagem à rainha. Bolsonaro e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, então, serão recepcionados pela família real britânica às 17h do horário local (13h pelo horário de Brasília).

 

Na segunda-feira, último dia da estadia da comitiva em Londres, o presidente e a primeira-dama vão participar da cerimônia fúnebre às 11h do horário local e, depois, serão recepcionados novamente pela família real. Entre segunda e terça-feira, Bolsonaro já se encaminha para Nova York, onde, na terça-feira, irá discursar para abrir a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

 

Por Agência O Globo

 

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