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'Dinheiro esquecido': Poupadores terão mais 30 meses para aderir a acordo para reaver perdas por planos econômicos

Mais de 200 mil pessoas já foram beneficiadas, mas com o prorrogação do prazo pelo STF há mais 450 mil que podem se habilitar

Redação
Por: Redação
19/12/2022 às 19h48
'Dinheiro esquecido': Poupadores terão mais 30 meses para aderir a acordo para reaver perdas por planos econômicos
STF prorrogou por mais 30 meses prazo para adesão a acordo coletivo dos para que poupadores recebam perdas dos planos econômicos Arquivo/Agência O Globo

O Supremo Tribunal Federal (STF) prorrogou mais 30 meses o prazo para que se possa aderir ao Acordo Coletivo dos Planos Econômicos, que repõe perdas impostas a poupadores pelos Planos Econômicos Bresser, Verão, Collor I e Collor II. A princípio o prazo seria encerrado este mês, mas houve um pedido de prorrogação das entidades representantes dos poupadores.

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Podem ser contemplados titulares de cadernetas de poupança na época, ou seus herdeiros, que ingressaram com ação judicial até 20 anos após a edição de cada plano econômico que tentou controlar a hiperinflação e acabou prejudicando o rendimento dos investimentos

 

As indenizações, segundo estabelecido no acordo mediado pelo STF, são calculadas de acordo com fatores de multiplicação sobre os saldos na época de cada um dos planos e na respectiva moeda vigente.

 

Desde 2018, quando foi validado, cerca de 200 mil poupadores foram beneficiados pelo acordo, totalizando mais de R$3 milhões de indenizações. No entanto, há ainda 450 mil pessoas que estão aptas a se habilitar e ainda não o fizeram. Com a prorrogação o objetivo é ampliar o número de beneficiados, segundo a Frente Brasileira Pelos Poupadores (Febrapo).

 

Validado pelo STF e firmado entre Febrapo, Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), com a intermediação da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Banco Central do Brasil (BC), o Acordo Coletivo dos Planos Econômicos, firmado em 2018, é o maior acordo coletivo do Judiciário brasileiro. Ele foi costurado após uma briga judicial de mais de 30 anos.

 

— O acordo foi muito utilizado pelos poupadores durante esses 30 meses. Porém, não podemos ignorar o fato que passamos por uma pandemia que inviabilizou em parte a procura. A prorrogação será fundamental para que milhares de outros poupadores tenham a chance de liquidar seus processos que se arrastam por anos e enfim receber o que é de direito. Nossa estimativa é que 450 mil poupadores se beneficiem com a prorrogação — afirma Ana Carolina Seleme, diretora executiva da Febrapo.

 

Saiba como aderir

Caso deseje encerrar o processo judicial e aderir ao acordo, o poupador ou o herdeiro pode entrar em contato com a Febrapo para dirimir qualquer dúvida.

A organização informa que após o processo ser validado pelo banco pagador, o valor é depositado em até 15 dias úteis na conta do requerente ou do advogado que o represente.

A instituição financeira é responsável pelos honorários do advogado da causa sem acarretar nenhum desconto no valor pago.

Os poupadores ou seus herdeiros com direito à indenização e os interessados em avaliar as condições do acordo dos planos econômicos têm, também, a opção de fazer a adesão on-line.

Outras informações para saber como participar do acordo podem ser obtidas em https://www.pagamentodapoupanca.com.br/.

 

 

 

Por O Globo

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