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Lira cogita vingança contra o PT por fim do Orçamento Secreto

Presidente da Câmara não digeriu bem a derrota e prepara contra-ataque

Redação
Por: Redação
23/12/2022 às 19h55 Atualizada em 23/12/2022 às 20h04
Lira cogita vingança contra o PT por fim do Orçamento Secreto
Marina Ramos/Câmara dos Deputados - 12/09/2022 Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL)

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP) tem dito a aliados que não vai aceitar em silêncio o drible que levou do PT e, principalmente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso do Orçamento Secreto. O deputado federal não esconde de ninguém que culpa o presidente eleito pela decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) em barrar o mecanismo que garantia controle de parte das receitas pelo Congresso . Paciente e considerado gelado, o líder pretende dar o troco em 2023 nas nomeações da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

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No acordo em que o PT anunciou que iria apoiá-lo para a reeleição, Lira costurou que daria a presidência da CCJ, tratada como a joia da coroa entre as comissões da Câmara, para quem tivesse o maior bloco. O PT elegeu a segunda maior bancada, atrás do PL, mas vinha se organizando para criar um bloco homogêneo, além dos partidos coligados, para impedir que a sigla de Jair Bolsonaro controlasse a comissão.

 

Nos bastidores, o partido de Lula articula para ter o apoio do PSD e do União Brasil, assim, mesmo que o PL se unisse ao Republicanos e até ao PP, não conseguiria maioria. Porém, pessoas do entorno de Lira tem dito que o PT vai ter uma surpresa. A ideia é que ele mantenha uma regra informal e decida escolher o presidente da CCJ com base no partido que elegeu o maior número de parlamentares: o PL.

 

Arthur Lira tem dito a pessoas próximas que não pretende radicalizar porque quer manter a relação cordial e portas abertas no Planalto. Por isso a ideia não é colocar um bolsonarista radical, como seria com Eduardo Bolsonaro ou Carla Zambelli. Mas o presidente da Câmara estuda nomear um quadro político do PL, impondo uma derrota a Lula e ao PT, como forma de contra-ataque ao que aconteceu com ele.

A queda de braço entre os presidentes da república e da Câmara, segundo dizem nos corredores de Brasília, está só começando. "Vai ser uma guerra fria, sem grandes atropelos", afirma uma fonte ouvida pela coluna. Sobre a possibilidade do PT retirar o apoio à candidatura de Lira, parlamentares do partido dizem ser impossível porque Lula garantiu que não apoia o movimento. "Do Lira cuido eu", teria dito o presidente em recado à sua legenda.

 

 

 

Por IG

 

 

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