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Bolsonaristas acampados em Brasília viviam em realidade paralela, relata coronel da PM: ‘Parecia uma seita’

Segundo ex-chefe operacional da PM Jorge Eduardo Naime, um dos acampados chegou a abordá-lo afirmando ser um extraterrestre infiltrado disposto a tomar o poder

Redação
Por: Redação
16/03/2023 às 20h49
Bolsonaristas acampados em Brasília viviam em realidade paralela, relata coronel da PM: ‘Parecia uma seita’
Ex-chefe operacional da PM Jorge Eduardo Naime presta depoimento na CPI da Câmara de Brasília Rinaldo Morelli/CLDF

Em depoimento na CPI dos atos antidemocráticos na Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta quinta-feira, o coronel e ex-chefe operacional da PM Jorge Eduardo Naime relatou que os golpistas acampados na frente do QG do Exército viviam realidade paralela e alguns chegavam a acreditar ser extraterrestres. Naime, que afirma ter ido ao local diversas vezes em 2022, compara o acampamento a uma “seita”. Ainda segundo depoimento do ex-chefe operacional da PM, o Exército dificultou prisões em Brasília.

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– O acampamento foi o centro dos atos que aconteceram no DF. Eles viviam em uma bolha ali dentro, só consumiam informações do carro de som que circulava por lá, não viam o que acontecia fora dali. Parecia uma seita. Tinha diversos idosos em situação de abandono que acharam um lugar para estar com pessoas, ter um motivo de vida – disse o coronel.

 

Segundo Naime, um dos acampados chegou a abordá-lo afirmando ser um extraterrestre infiltrado disposto a “ajudar a tomar o poder”.

 

O ex-comandante conta que a corporação chegou a ser notificada sobre casos de tráfico de drogas e prostituição dentro do acampamento, além de um movimento de arrecadação diária de dinheiro por PIX:

 

– Tínhamos conhecimento da ‘Máfia do PIX, de lideranças que ficavam ali. Não temos nomes, mas elas ficavam no acampamento pedindo para que as pessoas fizessem PIX para manter o acampamento.

 

Naime está preso desde 7 de fevereiro, alvo da operação Lesa Pátria, da Polícia Federal, que investiga a omissão e suspeita de colaboração de militares frente aos atos antidemocráticos. Ele foi afastado do cargo pelo ex-interventor federal Ricardo Cappelli, em 10 de janeiro, dois dias após os ataques.

 

 

 

Por O Globo

 

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