
Ainda cumprindo agenda oficial em João Pessoa, neste sábado (26), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse não ter visto o depoimento ontem do deputado Luis Miranda (DEM-DF) à CPI da Pandemia. Miranda afirmou que o parlamentar citado pelo presidente Jair Bolsonaro como alguém possivelmente envolvido no esquema suspeito da compra da Covaxin é o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (Progressistas-PR).
Ao ser questionado sobre o envolvimento de parlamentares em negociações no Ministério da Saúde, Queiroga negou. “No Ministério da Saúde nenhum parlamentar tem interferência, sem exceção. Quem conduz sou eu, os secretários e os demais funcionários que integram a pasta”, limitou-se a dizer.
O ministro vem sendo cobrado a prestar esclarecimentos sobre as negociações para a aquisição do imunizante indiano. Em publicação de fevereiro nas redes sociais do Ministério da Saúde anunciou a assinatura do contrato para compra de 20 milhões de doses da vacina, desenvolvida pelo laboratório Bharat Biotech. A postagem contradiz as declarações do ministro Marcelo Queiroga, que tem afirmado que a pasta “não comprou nem sequer uma dose” do imunizante.
“O Ministério da Saúde assinou contrato para compra de 20 milhões de doses da vacina Covaxin junto à Precisa Medicamentos/Bharat Biotech. O investimento total foi de R$ 1,614 bilhão na compra da vacina produzida na Índia”, diz o tuíte publicado em 26 de fevereiro deste ano, ainda durante a gestão do ex-ministro Eduardo Pazuello.
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