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Depois de sofrer golpe do pix, 37% dos clientes mudam de banco, segundo pesquisa

Segundo o levantamento, 45% receberam algum tipo de atendimento da instituição frente ao episódio, mas 28,7% consideraram a experiência ruim ou péssima

Redação
Por: Redação
21/05/2024 às 10h33 Atualizada em 21/05/2024 às 10h35
Depois de sofrer golpe do pix, 37% dos clientes mudam de banco, segundo pesquisa

Transações bancárias instantâneas disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana. Nenhum outro meio de pagamento é tão prático quanto o pix. Mas tanta praticidade também atrai a atenção dos bandidos para a prática de golpes. Pix com QR Code falso, Mão Fantasma, GoPix são só algumas das práticas fraudulentas que usam o meio de pagamento instantâneo e foram mapeadas por empresas de cibersegurança. Entre os usuários do pix que se tornam vítimas de golpes, 37% trocaram de banco após o episódio. E outros 31% afirmaram que, após o golpe, o nível de confiança na instituição financeira diminuiu.

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Entre aqueles que optaram por permanecer no mesmo banco, 50,4% afirmam que, se sofressem outro golpe pix na mesma conta, considerariam mudar de instituição. E para 63%, é de total responsabilidade das instituições a prevenção e combate aos golpes pix, segundo o estudo encomendado pela Data Rudder.

“Para as instituições financeiras, geralmente o principal agravante não é o valor da fraude, mas o impacto que a falta de confiança do usuário pode ter para a reputação da empresa. Fica evidente que, na própria percepção dos clientes, a segurança é um ponto que deve partir do prestador de serviço. Por mais que os mecanismos antifraude estejam agindo nos bastidores, o impacto deles é perceptível aqui na frente, na proteção de todo o ecossistema financeiro e de todos os seus usuários”, explica em relatório Rafaela Helbing, CEO da Data Rudder, empresa especializada em soluções de data analytics para o mercado de prevenção à fraude.

De acordo com a análise, oito em cada dez pessoas realizaram um pix no último ano. Entre aqueles que ainda não aderiram ao sistema instantâneo, 14% afirmaram que evitam utilizar por medo.

Em comum, os golpes que usam o pix se valem de engenharia social, que é quando quando técnicas são usadas para enganar o indivíduo para que ele forneça dados confidenciais e realize transações financeiras para o golpista. No levantamento, um em cada seis pessoas diz que já foi vítima de algum golpe via pix. E cinco em cada oito afirmam conhecer alguém que já passou por essa situação.

Entre as modalidades de golpe mais comuns, a abordagem via WhatsApp é a mais citada. A maioria dos prejuízos fica entre R$ 50 e R$ 300 (40%), mas 23,8% ultrapassam R$ 1 mil e chegam até R$ 20 mil. Segundo a pesquisa, 45% receberam algum tipo de atendimento da instituição frente ao episódio, mas 28,7% consideraram a experiência ruim ou péssima.

Desde novembro de 2021, as instituições financeiras utilizam o MED – Mecanismo Especial de Devolução, sistema voltado a facilitar os estornos em caso de fraudes ou falha operacional. Segundo o Banco Central, o pedido de devolução pode ser feito em até 80 dias da data em que o usuário for vítima de fraude, golpe ou crime. A reclamação deve ser feita junto ao banco. Se a instituição entender que a situação faz parte do MED, o recebedor do pix tem os recursos bloqueados da conta. O caso é analisado em até sete dias. Se ocorrer a comprovação da fraude, em até 96 horas a vítima recebe o dinheiro de volta (integral ou parcialmente).

A pesquisa mapeou o uso desse mecanismo e identificou que 46% dos clientes não conseguiram recuperar o valor, outros 32,2% conseguiram reaver a quantia totalmente e 21,8% conseguiram apenas parcialmente.

“O que percebemos com a popularização do pix é uma mudança no perfil da fraude. Com a TED ou o DOC, estávamos atentos às fraudes de falsidade ideológica. O processo de transferência também era muito mais lento. A pessoa tinha duas horas ou até o dia seguinte para detectar o risco, ligar para o banco e cancelar a operação. Agora observamos o avanço das táticas de engenharia social, que envolvem a manipulação do usuário”, pontua Helbing, da Data Rudder.

A pesquisa encomendada pela Data Rudder foi conduzida pela Opinion Box com 1.106 pessoas, entre 18 e 65 anos, bancarizadas e localizadas em todas as regiões do Brasil.


Por Gabriela da Cunha, Valor Investe — Rio

 

 

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