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Baré, Fruki, Coroa, Jesus: conheça os refrigerantes de guaraná que bombam pelos estados do Brasil

Uma dos bons exemplos de que o Brasil é realmente um país continental é a quantidade de refrigerantes regionais que são fenômenos pelo país

Redação
Por: Redação
25/05/2024 às 12h51 Atualizada em 26/05/2024 às 14h48
Baré, Fruki, Coroa, Jesus: conheça os refrigerantes de guaraná que bombam pelos estados do Brasil
Fruki, Coroa, Jesus: três marcas famosas de refrigerantes regionais (Divulgação)


Um bom exemplo de algo que materializa a frase "o Brasil é um país continental" é a quantidade de refrigerantes de guaraná que existem por aí. Além dos líderes nacionais, como Guaraná Antarctica, Kuat e Fanta Guaraná, muitos estados têm seus próprios campeões de venda — e xodós dos consumidores.

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É o caso do Baré, por exemplo, fenômeno em Manaus desde 1960, e do Fruki, refrigerante gaúcho que faturou 640 milhões de reais no ano passado.

A EXAME passeou por cinco estados brasileiros para contar a história de seus "refrigerantes de estimação". Muitos outros não estão nesta lista, mas estarão em próximas. Fique de olho — e saboreie com moderação.

Baré (Amazonas)

Inspirado na tribo Barés da Amazonas, o refrigerante Baré surgiu nos anos 1960 em Manaus, no Amazonas. Nacionalmente, segundo o blog Viva os Anos 80, a bebida se popularizou durante os anos de 1980, com o lançamento de sabores tutti-frutti e noz-de-cola.

À época, a Baré era fabricada pela Antárctica. Hoje, pertence à Ambev. A transferência de dono aconteceu quando houve a fusão entre a Companhia Antarctica Paulista e a Companhia Cervejaria Brahma, em 2000. Logo na sequência, a bebida começou a desaparecer de algumas prateleiras, mas até hoje é comercializada no Amazonas, onde é um grande sucesso.

Fruki (Rio Grande do Sul)

No Rio Grande do Sul, quando se fala em refrigerante de guaraná, logo pensa-se na Fruki, uma marca criada em 1924 com plantas industriais em Paverama e em Lajeado. Atualmente, a marca produz, além dos refrigerantes, uma linha de cervejas chamada Bellavista e a água mineral Água da Pedra. Aliás, com as enchentes que assolam o estado desde o final de abril, a empresa focou sua produção na fabricação de água potável e mineral, inclusive para doação. O grupo ainda tem linhas de sucos e energéticos, mas o forte mesmo segue sendo os refrigerantes, presente em praticamente todos os supermercados, restaurantes e bares gaúchos.

Com capacidade para produzir 600 milhões de litros de bebidas por ano, a empresa completa seu centenário neste ano com um faturamento recorde de 640 milhões de reais. Além do Rio Grande do Sul, também vende bebidas em Santa Catarina. 

Coroa (Espírito Santo)

O Grupo Coroa teve sua origem com o imigrante austríaco Roberto Carlos Kautsky. Após fracassar no comércio de café, Roberto começou suas experiências com o vinho de laranja em 1930. A empresa, inicialmente chamada de "Néctar de Laranja", foi formalmente estabelecida em 1933 sob o nome de Roberto Carlos Kautsky​​. Em 1950, incentivado por seus filhos, ele diversificou a produção para incluir refrigerantes, começando com o guaraná. Esse movimento marcou o início da transformação da fábrica artesanal de vinhos para uma fábrica de refrigerantes​​. Aos poucos, foi adicionando novos produtos na linha de produção, como refrigerantes de laranja e de limão e água mineral. Já nos anos 2000, passou a produzir também cervejas.

A marca virou referência no seu estado natal, o Espírito Santo. Por lá, tem cerca de 20% do mercado de refrigerantes e está presente em mais de 40.000 pontos de venda. Recentemente, comemorou um crescimento de faturamento na faixa de 17%, mas não divulgou qual foi o valor bruto. 

Mate Couro (Minas Gerais)

Em Minas, uma das bebidas tradicionais mistura guaraná com as ervas mate e chapéu-de-couro, ambas muito tradicionais em solo mineiro. Trata-se da Mate Couro, criada por ali em 1947. Fundada por seis amigos mineiros, entre eles um farmacêutico, a bebida logo ganhou o gosto do pessoal do Estado. Em 1972, ganhou uma fábrica de 52.000 metros quadrados na região metropolitana de Belo Horizonte. 

Ao longo do século passado, a empresa lidou com a produção pelo contrato de franquias, o primeiro com a Pepsico e depois com a Companhia Antarctica Paulista. A partir de 2003, assumiu o próprio controle comercial. Hoje em dia, além do refrigerante, também vende sucos e água. Além da marca Mate Couro, também é responsável pela marca de refrigerantes Nick, com os sabores limão, abacaxi, cola e uva.

Guaraná Jesus (Maranhão)

Guaraná Jesus

De cor rosa, com sabor doce e peculiar, o Guaraná Jesus é um refrigerante típico do Maranhão e ícone do Estado nordestino. O nome, também peculiar, faz referência a Jesus Norberto Gomes, farmacêutico maranhense responsável pela bebida. A cor rosa e o sabor adocicado que lembrava vagamente os sabores de cravo e canela, ingredientes muito consumidos no Estado do Maranhão, se tornaram muito populares, a ponto do Guaraná Jesus se tornar praticamente um símbolo cultural maranhense.

No ano de 1960, a família Gomes vendeu a produção para a Cervejaria Antarctica Paulista. A marca, porém, continuou sendo de propriedade dos fundadores. Isso gerou uma briga judicial que fez a produção voltar aos Gomes, que voltaram a vendê-la em 1980, para a Companhia Maranhense de Refrigerantes.

Em 2001 a The Coca-Cola Company comprou os direitos da marca Guaraná Jesus e cinco anos mais tarde uma franquia da Coca Cola chamada Renosa comprou a Companhia Maranhense de Refrigerantes, fazendo com que o Guaraná Jesus continuasse a ser comercializado no Maranhão. Hoje também está em outros Estados, principalmente do nordeste brasileiro.

 


Por Daniel Giussani
Repórter de Negócios - Exame

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