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Sociedade patoense realiza ato contra o feminicídio e a violência contra a mulher

Em seu discurso, a presidente do CMDM, Samara Oliveira, ressaltou a necessidade de engajamento coletivo e políticas públicas mais efetivas.

Redação
Por: Redação
28/08/2025 às 21h09
Sociedade patoense realiza ato contra o feminicídio e a violência contra a mulher

Patos amanheceu mobilizada nesta quinta-feira (28) em um ato organizado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM), em protesto contra o feminicídio e os diversos crimes cometidos diariamente contra mulheres. Com o lema “Por Ela, Por Todas – Por Justiça”, a mobilização reuniu representantes da sociedade civil, estudantes, autoridades e familiares de vítimas, em frente ao Fórum Miguel Sátyro, no Centro da cidade.

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Dezenas de participantes, entre alunos das escolas Millennium, Branca de Neve, Vera Cruz e Ágape, e estudantes de direito da UNIFIP e da UFCG, levaram suas vozes à manifestação, reforçando a importância de uma sociedade mais justa e segura para as mulheres.

Em seu discurso, a presidente do CMDM, Samara Oliveira, ressaltou a necessidade de engajamento coletivo e políticas públicas mais efetivas. “Sabemos que é uma luta árdua, mas temos certeza que se todos lutarem na linha de frente, homens e mulheres, poderemos vencer. Este dia é de luta, não de celebração, pois reivindicamos ações concretas em favor das mulheres”, afirmou.

A manifestação também trouxe à memória mulheres vítimas de violência, como Francinete Nunes dos Santos, conhecida como Neta, assassinada em maio de 2024 por seu ex-companheiro enquanto se dirigia ao trabalho. Familiares da vítima, incluindo sua filha Alessandra Nunes, estiveram presentes pedindo justiça. “Não suportamos mais conviver com essa dor. Pior é não ter uma resposta da Justiça”, desabafou Alessandra.

Outras autoridades marcaram presença, entre elas a juíza Isabella Joseanne Assunção, presidente do Tribunal do Júri de Patos, a defensora pública Fernanda Apolônio, o promotor de Justiça Rafael Bandeira, e secretários municipais, além de representantes de entidades como CRAM e OAB, nas pessoas do presidente Cleodon Bezerra e a advogada Danielle Lucena, entre outras..

A pastora e conselheira da mulher, Joana Darc, conclamou a sociedade a se unir na causa, enquanto o CMDM reforçou: “Feminicídio é urgência, não burocracia. Vamos às ruas exigir justiça e dizer basta à violência contra a mulher”.

O ato em Patos reforça o alerta sobre a gravidade da violência de gênero no país e a necessidade de respostas rápidas e efetivas das autoridades para garantir a proteção e a dignidade das mulheres.

Por Portal 40 Graus

 

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