
Em meio ao julgamento no STF do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados por tentativa de golpe de Estado, nesta semana, as negociações em torno do projeto de lei que anistia os presos pelos atos extremistas no 8 de janeiro avançaram na Câmara dos Deputados.
O projeto ganhou fôlego na terça-feira (2), quando o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi pessoalmente a Brasília para aumentar as negociações ao texto.
Tarcísio angariou o apoio do Republicanos ao projeto. Agora, o partido se junta ao PP, União, Novo e PL na pressão ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Em reunião de líderes da Câmara ontem, o centro pediu a Motta que a proposta seja votada após o julgamento do ex-presidente, que termina em 12 de setembro.
A ideia é que o texto seja uma anistia ampla, geral e irrestrita, incluindo Bolsonaro.
A ala governista considera que a proposta realmente deve avançar agora. O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), afirmou nesta quarta-feira (3) que a urgência ao projeto será apreciada na próxima semana.
Mais conversas
Já o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), que alega ter mais de 300 votos em favor da proposta, disse não saber sobre a urgência, mas que vai conversar com Motta na quinta-feira (4) sobre o assunto.
O PL da anistia, contudo, ainda não tem um relatório e nem um relator.
Por R7