
O Complexo Hospitalar Deputado Janduhy Carneiro, em Patos, emitiu um alerta após atender um paciente de 22 anos com sintomas de intoxicação, levantando a suspeita de contaminação por metanol devido ao consumo de bebida alcoólica de origem duvidosa. As informações foram confirmadas pelo Dr. Pedro Augusto, diretor-técnico do Hospital Regional de Patos.
O paciente, que deu entrada na unidade neste domingo, 5 de outubro, foi encaminhado da UPA Otávio Guedes (Campo da Liga). Segundo o relato, um amigo que consumiu a mesma bebida já havia sido hospitalizado em uma cidade no interior de Pernambuco, o que elevou o nível de preocupação e acionou o protocolo de notificação.
Protocolo de vigilância ativado
Na UPA, o jovem apresentava sintomas como visão turva, dores abdominais, náuseas e outros sintomas gastrointestinais, que se assemelham aos sinais de embriaguez comum. No Hospital Regional, foi imediatamente iniciado um protocolo de acompanhamento e monitoramento pela equipe da secretaria, sob a coordenação do Dr. Ari Reis e do Dr. Patrick.
O paciente foi submetido a uma série de exames laboratoriais, incluindo análises para verificar as funções hepática e renal, dosagem de eletrólitos e gasometria arterial para identificar possíveis sinais de acidose. Ele permaneceu em observação por um período inicial de seis horas, conforme protocolo sugerido pelo Ministério da Saúde.
Paciente recebe alta sem queixas
Após o período de observação, o Dr. Pedro Augusto informou que o paciente evoluiu bem: “o paciente permanece totalmente sem queixas, lúcido, orientado, já não apresenta mais os sintomas iniciais e os exames também não demonstraram nenhuma alteração importante.”
Dessa forma, o jovem recebeu alta com a recomendação de permanecer em observação domiciliar por, pelo menos, mais 24 horas, com a instrução de retornar à unidade em caso de aparecimento de qualquer novo sintoma.
Apelo à População
O diretor-técnico enfatizou que a unidade está de prontidão para o atendimento de qualquer caso de intoxicação. No entanto, ele fez um apelo crucial à população para a prevenção e vigilância.
"A gente clama que a população participe desse processo com cuidado, com a prevenção, evitando realmente bebidas de origem duvidosa, para que a gente não transforme esse momento em um momento de caos e de superlotação nas unidades hospitalares," alertou o Dr. Pedro Augusto.
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Redação