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PL aumenta pressão por anistia após condenação de Bolsonaro e aposta em nova estratégia

Aliados do ex-presidente, que insistem em perdão irrestrito, querem pautar a matéria primeiro no Senado

Redação
Por: Redação
30/11/2025 às 12h42
PL aumenta pressão por anistia após condenação de Bolsonaro e aposta em nova estratégia
Confirmação da condenação de Bolsonaro motivou o PL a persistir na anistia Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Com a confirmação da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pela trama golpista, o PL (Partido Liberal) aumentou a pressão para pautar a proposta de anistia aos envolvidos nos atos do 8 de Janeiro, .

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Deputados e senadores do partido tiveram uma série de reuniões internas com parlamentares de outras legendas desde que Bolsonaro começou a cumprir a pena, na última terça-feira (25).

Eles insistem em pautar, na primeira semana de dezembro, uma proposta que resulte em um perdão “amplo e irrestrito”. Bolsonaro seria um dos beneficiados.

O líder do partido na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), tem participado das conversas e cita otimismo para marcar a análise do tema nos próximos dias.

“Vamos trabalhar com muita esperança de que a gente possa fazer justiça a todos os injustiçados do 8 de Janeiro, votando a anistia na semana que vem”, afirma.

Nova estratégia do PL

Sóstenes também confirma a possibilidade de uma nova estratégia do partido: a de começar a discussão do texto no Senado, em vez da Câmara.

A ideia, nos bastidores, é vista como uma forma de garantir que haja um avanço do projeto, diminuindo a preocupação de deputados em aprovar um texto que fique parado no Senado.

“Nós ainda não decidimos o procedimento, são diálogos que estão acontecendo, duas, três vezes ao dia. Isso vai acontecer até na segunda-feira, e a gente espera, na segunda-feira, dar a boa notícia de votar na terça”, comenta Sóstenes.


No entanto, ainda não há uma confirmação oficial de que o texto será pautado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ou do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Apesar de ambos estarem em uma fase de desgaste com o Palácio do Planalto — o que, em tese, poderia contribuir com a anistia —, nomes próximos aos presidentes sustentam que a matéria não será pautada facilmente.

A análise de alguns aliados é de que a proposta está ligada ao próprio regime democrático, o que implica cautela ao discutir o assunto no Congresso.

Na Câmara, há um maior alinhamento a uma proposta voltada para redução de penas, que ficou conhecida como “dosimetria”, em vez da versão de anistia geral defendida pelo PL.

 

Por R7

 

 

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