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Banco Master: integrantes da PGR e do BC reagem com incômodo à acareação marcada por Toffoli em fase inicial do inquérito

O dono do Banco Master será ouvido na próxima terça-feira, junto com o ex-presidente e o diretor de fiscalização do Banco Central

Redação
Por: Redação
25/12/2025 às 11h19
Banco Master: integrantes da PGR e do BC reagem com incômodo à acareação marcada por Toffoli em fase inicial do inquérito
O ministro Dias Toffoli, durante sessão do STF — Foto: Ton Molina/STF/26-06-2025

Integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Banco Central (BC) reagiram com incômodo e classificaram como “atípica” a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de marcar uma acareação semana que vem no inquérito que apura suspeitas de irregularidades no Banco Master.

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Serão ouvidos na próxima terça-feira, em meio ao recesso do Judiciário, o dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos.

Além da decisão ter sido tomada de ofício, ou seja, sem que houvesse pedido da PGR e da Polícia Federal, responsáveis pela investigação, o entendimento entre integrantes da Procuradoria e do BC é que seria necessário avançar mais na apuração antes dessa fase.

Uma acareação serve para confrontar versões. Os três serão ouvidos porque Vorcaro tentou vender o banco para o BRB, em operação vetada pelo Banco Central em setembro diante das suspeitas que já estavam em curso de operações fraudulentas feitas pelo Master.

Dois meses depois, Vorcaro foi preso, e o BC decretou a liquidação do banco. Até então, a operação estava em andamento na primeira instância da Justiça. No fim de novembro, o banqueiro foi solto, e a defesa pediu que as investigações passassem ao STF. A medida foi determinada por Toffoli em 3 de dezembro após a PF encontrar um documento que citava uma negociação imobiliária de Vorcaro com um deputado federal.

Como o Supremo assumiu o inquérito há menos de um mês, investigadores avaliam que o ideal seria colher mais elementos para confrontar as partes envolvidas.

Na semana passada, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a instituição estava à disposição da Corte. Aquino, o diretor que será ouvido, não é investigado.

— Assim como nós tivemos com o MP (Ministério Público) e a PF (Polícia Federal), o BC e eu, enquanto presidente, estamos à disposição do Supremo para fornecer todos os dados que já passamos para o MP e a PF. Documentamos tudo. Cada uma das ações que foram feitas: reuniões, trocas de mensagens…

Na noite de quarta-feira, Toffoli negou um pedido da PGR para cancelar a acareação. Juristas ouvidos pelo GLOBO avaliam que a determinação de uma acareação sem provocação dos investigadores é incomum, sobretudo no início do inquérito, e pode constranger técnicos do Banco Central chamados a depor como testemunhas.

O caso Master


A investigação apura um suposto esquema de emissão e negociação de títulos de crédito sem lastro, conhecidos no mercado como “títulos podres”.

A investigação apura suspeitas de que esses papéis teriam sido vendidos a outras instituições financeiras, incluindo o BRB, com prejuízos estimados em até R$ 12,2 bilhões.

Em um dos casos, como mostrou o GLOBO, o Master vendeu ao banco estatal uma carteira de crédito de R$ 303 milhões vinculada a uma empresa registrada em nome de uma atendente de lanchonete, apontada pelo Ministério Público como laranja em um esquema fraudulento.


Por O Globo

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