
A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (1°) a segunda fase da Operação Exfil, deflagrada para apurar acessos ilegais de informações fiscais de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e seus parentes.
O ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva do empresário Marcelo Paes Fernandez Conde, filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro Luiz Paulo Conde, mas a polícia não o localizou. Ele é considerado foragido. O R7 tenta contato com a defesa do empresário.
O empresário é suspeito de ser o mandante das ações. Ele teria fornecido listas de CPFs e realizado pagamentos em espécie, no valor de R$ 4.500, para receber as declarações fiscais obtidas de forma ilícita.
De acordo com a PF, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo, todos contra Marcelo Paes Fernandez Conde.
O empresário é acusado de acessar ilegalmente os sistemas da Receita Federal e vender as informações privadas de ministros.
Além das buscas domiciliares e pessoais, Moraes autorizou a quebra do sigilo telemático dos aparelhos apreendidos, permitindo a extração de dados que possam confirmar a negociação de valores e a eventual reiteração da conduta criminosa.
A investigação constatou que foram acessados dados de 1.819 contribuintes, entre os quais pessoas vinculadas a ministros do STF, do TCU (Tribunal de Contas da União), deputados federais, ex-senadores da República, ex-governador, dirigentes de agências reguladoras, empresários, entre outros.
Segundo a apuração policial, o esquema funcionava como uma “cadeia de intermediação estruturada” que contava com a participação de servidores públicos com acesso funcional, funcionários terceirizados (vigilantes), despachantes e intermediários.
A primeira fase da operação foi realizada em fevereiro deste ano e teve como alvo funcionários públicos lotados na Receita e auditores do órgão.
Por determinação de Moraes, os servidores investigados cumprem diversas medidas cautelares, como monitoramento por tornozeleira eletrônica, afastamento do exercício de função pública, cancelamento de passaportes e proibição de saída do país.
Do R7, em Brasília, com informações da Agência Brasil