
Famílias inscritas no Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora de Patos iniciaram, nesta semana, a formação preparatória para acolher crianças e adolescentes em medida protetiva de acolhimento no município. A etapa faz parte do processo obrigatório para quem demonstrou interesse em oferecer acolhimento temporário a quem precisa de proteção.
Com carga horária de 20 horas, a formação acontece após as etapas iniciais de entrevista e visita domiciliar. Durante os encontros, as famílias têm a oportunidade de conhecer melhor o funcionamento do serviço, compreender o papel da família acolhedora e refletir sobre a importância do acolhimento no desenvolvimento de crianças e adolescentes.
Entre as participantes, há diferentes perfis e distintas disponibilidades de acolhimento. O serviço é voltado para pessoas acima de 21 anos, sem discriminação de gênero, etnia, estado civil e religião, solteiras, casais com ou sem filhos e casais homoafetivos, desde que tenham disponibilidade emocional e possam oferecer um ambiente seguro e acolhedor.
Uma das candidatas, Erigernaide Costa, manifestou interesse em acolher adolescentes, público que, muitas vezes, enfrenta mais dificuldade para encontrar famílias acolhedoras.
“A gente não vê pessoas falando em acolher adolescentes. Eu senti o desejo, o amor, o carinho de acolher um deles. Eles precisam do nosso amor, do nosso apoio, do nosso cuidado”, destacou.
Outro exemplo é o casal Isabella Nascimento e José Carlos, que demonstrou interesse em acolher crianças de 0 a 4 anos. No acolhimento familiar, o vínculo afetivo é um dos principais diferenciais, permitindo uma convivência mais próxima, com cuidado individualizado e a vivência em um ambiente familiar.
“É uma experiência de doação pra gente. O intuito é poder trazer um pouco de amor, de cuidado, de afeto. Contribuir na formação dessa criança, desse futuro adolescente, e fazer com que essa experiência, no tempo que ele passar com a gente, possa ajudar a formar uma pessoa melhor”, afirmou.
É importante destacar que acolher não é adotar. O acolhimento é temporário e tem como objetivo oferecer proteção e cuidado enquanto a situação da criança ou adolescente é acompanhada pela rede socioassistencial. Após a conclusão da formação, as famílias habilitadas passam a integrar o serviço e ficam aptas para acolher, conforme a necessidade identificada e determinação judicial.
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Por Secom Prefeitura de Patos