
O presidente do Atlético de Cajazeiras, Paulo Albuquerque, respondeu à denúncia feita por jogadores que aturam pelo clube durante as disputas do Campeonato Paraibano 2026 e confirmou que, de fato, existem dívidas com estes jogadores. O Arena Correio foi procurado pelo dirigente, que comentou sobre o caso e, ainda, falou da situação envolvendo o técnico Evandro Guimarães.
Alguns jogadores do Trovão Azul denunciaram a diretoria do clube alegando o não pagamento do último salário. Além disso, estariam em questão a remuneração de atividades exercidas em dias além do estabelecido no contrato e de verbas rescisórias.
Os atletas destacaram, ainda, que não tiveram a carteira de trabalho assinada e nem o recolhimento dos valores referentes ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Técnico e jogadores denunciam Atlético de Cajazeiras por não pagamento de salários da temporada 2026
Em contato com o Arena Correio, o presidente do clube deu resposta sobre a situação de que alguns atletas estariam com algumas dívidas pendentes de dias trabalhados.
Com relação aos atletas, de fato há sim alguns atletas com os dias trabalhados. Não chega a ser 18 atletas como está colocado na reportagem, mas tem sim alguns atletas com os dias trabalhados. Infelizmente tem alguns recursos que a gente ainda está aguardando receber. Estamos lutando para receber inclusive repasse de patrocinador da cidade, empresários da cidade que prometeram alguns patrocínios e que infelizmente ainda não chegaram juntos. A gente está aguardando esses repasses. E pode ter certeza, assim que esses repasses forem feitos ao clube, o clube com certeza como tem feito nos últimos anos vai chegar para esses atletas e vai pagar as devidas verbas que eles têm de direito
Além da situação envolvendo os jogadores, outra denúncia foi feita por parte do técnico Evandro Guimarães. De acordo com o treinador, ele também não recebeu todos os valores referentes ao seu contrato com o clube.
O profissional iniciou no clube em novembro do ano passado e, à época, não recebeu o valor referente àquele mês. O primeiro salário recebido teria acontecido após 50 dias. O comandante também alegou ter recebido apenas um mês de trabalho e o outro não foi quitado.
De acordo com o presidente Paulo Albuquerque, situação entre ambos (diretoria e clube) deve ser resolvida judicialmente, alegando que o técnico abandonou a associação.
“Eu acho que Evandro tinha sim, de fato, uns dias trabalhados aqui juntamente com a comissão, mas ele abandonou o trabalho. Ele chegou na segunda-feira após o jogo do Nacional de Patos e simplesmente comunicou que ia embora. E eu acho que quem quebra o contrato, tem que arcar com os custos. Não é você chegar aqui e dizer, ‘eu vou embora’, e simplesmente querer receber tudo que você tem de direito, entendeu? Eu acho que o mínimo que ele poderia ter era a decência de assumir que ele abandonou, ele foi embora. Ele não nos deu nem tempo de fazer um trabalho de tipo, ‘não, eu vou lhe dar dois dias para que você consiga uma comissão técnica’. Simplesmente ele, na segunda-feira de manhã, 11h, ele me comunicou que tinha recebido uma proposta e quando foi 11h30 eu já fiquei sabendo que a comissão dele tinha ido na casa dos atletas se despedir. Então eu acho que isso não é só um comunicado de que você vai deixar o clube. Isso é um comunicado de que você está abandonando o clube, é diferente. Então eu acho que o melhor meio de se resolver essa situação do Evandro é judicialmente. Ele vai atrás do que ele acha que tem direito e o clube vai se defender”, destacou.
Redação com Arena Correio