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Valor pedido por Flávio a Vorcaro para filme sobre Bolsonaro tornaria longa o mais caro da história do Brasil

De acordo com a reportagem do Intercept Brasil, os documentos indicam que o banqueiro chegou a liberar US$ 10 milhões - R$ 61 milhões, entre fevereiro e maio de 2025, para financiar o projeto.

Redação
Por: Redação
14/05/2026 às 10h19
Valor pedido por Flávio a Vorcaro para filme sobre Bolsonaro tornaria longa o mais caro da história do Brasil
Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro e Jair Bolsonaro — Foto: Jeferson De Paula/Photo Premium/Agencia O Globo; Ana Paula Paiva/Valor/Agência O Globo e Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O valor pedido pelo senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro, ao ex-CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, para o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro tornaria o longa o mais caro da história do cinema brasileiro.

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Segundo o site Intercept Brasil, o senador tratou diretamente com Daniel Vorcaro de um repasse de US$ 24 milhões – ou R$ 134 milhões. O dinheiro seria para financiar a produção do filme “Dark Horse”, ou Azarão, numa tradução livre, sobre a vida do ex-presidente.

De acordo com a reportagem, os documentos indicam que o banqueiro chegou a liberar US$ 10 milhões - R$ 61 milhões, entre fevereiro e maio de 2025, para financiar o projeto.

O filme mais caro já produzido no país foi 'Ainda Estou Aqui', de Walter Salles, vencedor do Oscar de Filme Internacional em 2025. No entanto, não se sabe exatamente o orçamento dele, visto que o valor foi pago inteiramente de forma privada, sem dinheiro público.

Entretanto, os valores giram em torno de R$ 30 milhões e R$ 50 milhões, segundo informações divulgadas pela equipe.

Com isso, o valor ainda seria abaixo do liberado por Vorcaro para 'Dark Horse'.

Entre outras produções, o filme teria orçamentos maiores de produções como 'O Agente Secreto' (cerca de R$ 28 milhões), 'Nosso Lar' (cerca de R$ 49 milhões), 'Lula, o Filho do Brasil' (R$ 44 milhões), 'Tropa de Elite 2' (cerca de R$ 29,5 milhões), entre outros - valores corrigidos pela inflação.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o pré-candidato do PL admitiu que cobrou dinheiro de Daniel Vorcaro, mas disse que não cometeu irregularidade. Seis horas antes de admitir a conexão com Vorcaro, o senador Flávio Bolsonaro disse que era tudo mentira.

O publicitário Thiago Miranda confirmou que intermediou a negociação que levou Daniel Vorcaro a aportar mais de R$ 60 milhões no filme sobre a vida de Bolsonaro. Ele é dono da agência que contratou influenciadores para uma operação de “marketing de guerrilha” em favor do Master e contra a liquidação movida pelo Banco Central nas redes sociais.

Jim Caviezel no pôster de 'Dark Horse', filme sobre Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução/Instagram/therealjimcaviezel

Jim Caviezel no pôster de 'Dark Horse', filme sobre Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução/Instagram/therealjimcaviezel

Apesar disso, do outro lado, a produtora de 'Dark Horse', Go Up Entertainment, diz que entre os financeiros do projeto 'não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário'.

'A produtora reafirma que o projeto cinematográfico Dark Horse foi estruturado dentro de modelo privado de desenvolvimento audiovisual, por meio de articulações, parcerias e mecanismos legítimos do mercado de entretenimento nacional e internacional, sem utilização de recursos públicos', diz a nota.


Saiba mais sobre a troca de mensagens

Senador Flávio Bolsonaro e banqueiro Daniel Vorcaro — Foto: Lula Marques/Agência Brasil e Ana Paula Paiva/Valor/Agência O Globo

Senador Flávio Bolsonaro e banqueiro Daniel Vorcaro — Foto: Lula Marques/Agência Brasil e Ana Paula Paiva/Valor/Agência O Globo

No dia 8 de setembro de 2025, quando o Master já estava sendo investigado, Flávio Bolsonaro enviou um áudio para Vorcaro dizendo que havia risco de paralisação da produção do filme se o dinheiro do Master não fosse liberado. Na resposta, Daniel Vorcaro pediu desculpas e prometeu resolver a situação até o dia seguinte.

Em 22 de outubro, Flávio cobrou novamente, em uma mensagem de texto: “Bom dia, meu irmão! Já estamos no terceiro dia de gravação. Estamos no limite. Mais uma vez, com toda a liberdade que temos, se não der me fala que procuro urgente outro caminho”. E Vorcaro responde: “Deixa comigo irmão, vou ver agora”.

Em seguida, os dois combinam um jantar na casa de Vorcaro. Flávio enviou a mensagem: “Topa jantar com o Jim Caviezel e o Cyrus em São Paulo no dia 2 de novembro (segunda)? Totalmente reservado”. Vorcaro responde: “Topo, claro. Será onde? Quer fazer minha casa?”. Flávio concorda: “Pode ser na sua casa sim! Acho até melhor!”. Vorcaro diz: “Boa. Eu tinha uma viagem. Vou me reorganizar aqui”. E Flávio responde: “Fechado!”.

Em uma conversa do dia 15 de novembro, Flávio diz: “Fala mermão. Pode atender?”. Em outra mensagem, do dia 16 de novembro, um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez, Flávio Bolsonaro escreveu ao banqueiro com nova cobrança sobre o dinheiro.

Ele enviou duas mensagens de visualização única, que se apagam logo após a leitura, e em seguida, escreveu em mensagem normal: "Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”.

Um dia após a mensagem de Flávio Bolsonaro, Vorcaro foi preso enquanto tentava fugir do país por operar um esquema de fraude que gerou um rombo de R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito. O áudio e as mensagens constam do material que estava no celular de Vorcaro.


Por CBN/Globo

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