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Governo Lula cogita usar a reciprocidade contra os EUA: entenda lei aprovada no primeiro tarifaço

Nesta semana, o governo dos Estados Unidos propôs duas novas tarifas ao Brasil; uma de 25% e outra de 12,5%

Redação
Por: Redação
04/06/2026 às 19h43
Governo Lula cogita usar a reciprocidade contra os EUA: entenda lei aprovada no primeiro tarifaço
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião Ministerial. Palácio do Planalto - Brasília-DF - Foto: Ricardo Stuckert / PR

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem afirmado que “se reserva o direito de recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade”, em respostas às novas ameaças de taxação de produtos brasileiros por parte dos Estados Unidos.

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Essa legislação foi aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional em 2025. O governo diz que pode usá-la para “fazer face a situações de injustiça contra o Estado brasileiro, sem amparo nas regras do comércio internacional".

Nesta semana, o governo dos EUA propôs duas novas tarifas ao Brasil. Uma de 25% a uma série de produtos e outra de 12,5% na investigação comercial aberta sobre o trabalho escravo — essa segunda medida também atinge a União Europeia e outros 58 países por causa de suposta “falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado”.

Entenda o que diz a Lei da Reciprocidade


O projeto foi aprovado no Congresso Nacional e sancionado pelo presidente Lula em abril de 2025, em reação ao primeiro anúncio do governo americano de tarifas contra produtos brasileiros.

A lei permite que o Brasil adote medidas em respostas a possíveis ações estrangeiras que "impactem negativamente a competitividade internacional brasileira".

O texto estabelece que a lei pode ser utilizada em três circunstâncias:

Quando um país ou bloco econômico ameaçar ou impuser de forma unilateral, barreiras comerciais, financeiras ou de investimentos com o objetivo de interferir em decisões "soberanas" do Brasil

Caso um país ou bloco econômico viole termos de um acordo comercial com o Brasil, prejudicando o país e as empresas brasileiras.

Adoção de medidas comerciais baseadas em exigências ambientais que sejam mais restritivas que as previstas pela Constituição brasileira

O que pode ser feito?


A lei ainda estabelece as ferramentas que podem ser utilizadas pelo governo brasileiro em resposta à decisões como o tarifaço dos Estados Unidos.

A principal medida prevista pela lei é a imposição de taxas para a importações de produtos e serviços exportados pelo país que impôs a barreira comercial.

Além disso, o governo brasileiro agora também poderá sobretaxar produtos de setores específicos

Por fim, a última medida prevista pela lei é o descumprimento de acordos comerciais firmados com o país ou bloco que impôs alguma barreira comercial unilateral contra o Brasil.


Por Agência O Globo

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