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PF indicia Fernando Bezerra, líder do governo, por corrupção

A informação consta em relatório de mais de 300 páginas, enviado ao STF, com a conclusão do inquérito sobre o senador

Redação
Por: Redação Fonte: R7
08/06/2021 às 16h10
PF indicia Fernando Bezerra, líder do governo, por corrupção
O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), que faz parte da CPI da Covid - (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado - 27.04.2021)

A Polícia Federal decidiu indiciar o senador Fernando Bezerra (MDB-PE), líder do governo no Congresso, pelo suposto recebimento de R$ 10 milhões em propinas de empreiteiras enquanto foi ministro de Integração Nacional da ex-presidente Dilma Roussef (PT). O filho dele, o deputado Fernando Coelho Filho, também foi indiciado.

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A informação consta em relatório de mais de 300 páginas, enviado ao Supremo Tribunal Federal, com a conclusão do inquérito que investigou o senador. A PF imputa crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e falsidade ideológica eleitoral.

Os advogados André Callegari e Ariel Weber, que representam o senador e seu filho, afirmam que ação é uma tentavia de criminalização da política. “A defesa do senador Fernando Bezerra Coelho e do deputado federal Fernando Filho esclarece que o relatório final do Inquérito 4513 não passa de opinião isolada de seu subscritor, que, inclusive, se arvora em atribuições que sequer lhe pertencem, sem qualquer força jurídica vinculante. Essa investigação, nascida da palavras falsas de um criminoso confesso, é mais uma tentativa de criminalização da política, como tantas outras hoje escancaradas e devidamente arquivadas”, informam em nota.

Em 2019, o senador e o deputado foram alvo da Operação Desintegração, da PF, e tiveram seus gabinetes no Congresso vasculhados por agentes federais.

Após a realização das buscas, o senador informou que colocou o cargo de líder do governo à disposição. As investigações se referem a supostos crimes praticados na época em que era Ministro da Integração, do governo de Dilma Rousseff.

A ação foi deflagrada com base no depoimento dos empresários João Lyra, Eduardo Freire Bezerra Leite e Arthur Roberto Lapa Rosal, investigados pela Operação Turbulência. Os dois primeiros fecharam acordo com o Ministério Público Federal em 2017.

Segundo a Polícia Federal, há diversos elementos de prova que indicam o recebimento dos valores, entre 2012 e 2014, pagos por empreiteiras, em razão das funções públicas exercidas pelos parlamentares.

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