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Kit-Covid: 8 a cada 10 brasileiros com a doença utilizaram ivermectina, 5 a mais que média global

Globalmente, 27% das pessoas disseram ter tomado o medicamento, considerado ineficaz, ao primeiro sintoma da doença, segundo estudo publicado na revista Nature

Redação
Por: Redação
11/01/2023 às 20h45
Kit-Covid: 8 a cada 10 brasileiros com a doença utilizaram ivermectina, 5 a mais que média global
Medicamentos que compõem o chamado ‘kit-Covid’ têm aumento nas vendas nos últimos meses, mesmo não servindo para tratar a doença, segundo estudos científicos Agência O Globo

Diversos estudos já comprovaram que a ivermectina, um antiparasitário, não é eficaz no tratamento nem na prevenção da Covid-19. Agências de saúde do mundo inteiro, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) contraindicam o remédio para tratar a infecção contra o novo coronavírus. Mesmo assim, diversas pessoas insistem no uso do medicamento que, no Brasil, faz parte do que ficou conhecido como "kit-Covid" ou tratamento precoce, recomendado ferrenhamente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e por profissionais de saúde alinhados a ele no auge da pandemia.

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Estudo realizado pelo Instituto Global de Saúde de Barcelona (ISGlobal), publicado recentemente na revista científica Nature, descobriu que, no ano passado, a ivermectina foi usada por 79,5% dos brasileiros que tiveram sintomas da doença. A taxa é mais de 50 pontos percentuais superior à média global, que ficou em 27%.

 

Isso significa que, globalmente, o medicamento sem eficácia foi tomado com a mesma frequência que outros remédios com eficácia comprovada contra a doença. Os tratamentos com eficácia comprovada que foram avaliados pelo levantamentos foi o anticorpo monoclonal baricitinibe, citado por 27,2% dos participantes; e os antivirais Paxlovid (utilizado por 25,8% dos respondentes) e molnupiravir (20%). De acordo com os autores, a maioria das pessoas que relatou o uso de ivermectina residia em países de baixa e média renda.

 

"Mais esforços serão necessários para desencorajar o uso de ivermectina e outros produtos farmacêuticos sem eficácia comprovada e com possível toxicidade", escreveram os autores.

 

Levantamento do Conselho Federal de Farmácia (CFF) fornecido ao GLOBO no início do ano mostrou que a procura por medicamentos sem comprovação científica contra a Covid-19, como ivermectina e hidroxicloroquina, voltou a crescer a partir de outubro do ano passado, diante da nova escalada de casos da doença.

 

De outubro para novembro, as unidades do vermífugo ivermectina vendidas, usado para piolhos e sarnas, saltaram de 793 mil para quase 1,8 milhão no país, uma subida de aproximadamente 56%. No Brasil, o medicamento pode ser adquirido sem retenção de receita, colaborando para o mau uso do fármaco. O problema é que, além de ineficaz, a ivermectina em excesso pode causar danos ao fígado.

 

Outro dado revelado pela pesquisa global é que cerca de 40% das pessoas disseram prestar menos atenção às novas informações sobre a Covid-19. Elas também dão menos apoio à obrigatoriedade das vacinas.

 

No total, 23 mil pessoas (mil participantes de cada país) responderam a pesquisa, realizada entre 29 de junho e 10 de julho de 2022. Todos os respondentes eram adultos com 18 anos ou mais, 50,3% eram mulheres e 45,6% reportaram ter uma renda média mensal acima da renda per capita do país.

 

 

Por O Globo

 

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