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CPI da Covid causa incômodo na PF ao levantar suspeitas sobre inquérito da vacina Covaxin

A decisão de suspender o depoimento do sócio da Precisa Medicamentos, que seria nesta quinta-feira, aconteceu depois que o STF concedeu a ele o direito de ficar calado.

Redação
Por: Redação Fonte: Vitrine Patos
01/07/2021 às 19h21
CPI da Covid causa incômodo na PF ao levantar suspeitas sobre inquérito da vacina Covaxin

Delegados da cúpula da Polícia Federal estão incomodados com as acusações feitas à corporação pela CPI da Covid. Nesta quarta-feira, o relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), levantou a suspeita de que o governo teria usado a PF para proteger o sócio da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano. A empresa dele é pivô do caso Covaxin

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Renan disse na sessão que a PF abriu uma investigação sobre a vacina Covaxin para dar a ele o status de "investigado" e assim ajudar na concessão de um habeas corpus a Maximiano para que pudesse ficar em silêncio. Esse direito foi concedido ao empresário pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ontem, mesmo dia em que a investigação foi aberta pela corporação. 

— Ontem nós tivemos uma eloquente utilização da instituição da Polícia Federal, porque, não sendo investigado nesta Comissão, o Sr. Maximiano teve contra si aberta uma investigação na Polícia Federal, e essa investigação serviu de base para a concessão do habeas corpus pela ministra Rosa Weber, numa burla  — disse o senador. Afirmações nesse sentido também foram feitas pelo presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM). 

A suspeita tem sido rebatida por delegados da PF, que argumentam que a instauração do inquérito não impede a CPI de convocar depoentes. Os policiais destacam ainda que vários depoentes que não são alvos de investigação da PF foram contemplados com habeas corpus que lhes permitiu ficar em silêncio na comissão, como o ex-ministro Eduardo Pazuello e o empresário Carlos Wizard. Além disso, destacam que Ministério Público Federal também abriu ontem uma investigação criminal para apurar as denuncias envolvendo a compra da Covaxin pelo Ministério da Saúde.

A decisão de suspender o depoimento do sócio da Precisa Medicamentos, que seria nesta quinta-feira, aconteceu depois que o STF concedeu a ele o direito de ficar calado. Os senadores não queriam correr o risco de ter uma sessão similar a de Wizard, que se recusou a responder praticamente todas as perguntas da comissão apelando para o habeas corpus concedido pelo STF. 

Por Bela Megale

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