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Carta de comandantes respaldou atos golpistas, disse Mauro Cid a general

O documento, assinado pelos comandantes das três forças armadas, era uma resposta aos manifestantes que acamparam em frente aos quartéis exigindo um golpe militar para anular as eleições

Redação
Por: Redação
27/11/2024 às 19h46
Carta de comandantes respaldou atos golpistas, disse Mauro Cid a general

O relatório da Polícia Federal (PF) indiciando o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros 36 membros de seu governo por tentativa de golpe de Estado revelou que a declaração oficial das Forças Armadas aos manifestantes acampados em frente ao quartel-general do Exército ajudou a respaldar as ações do movimento golpista. Em áudio ao comandante da força terrestre, o tenente-coronel Mauro Cid, ajudante de ordens da presidência, revelou a percepção dos acampados, informando também que o plano dos organizadores era “canalizar” a multidão rumo à Praça dos Três Poderes, como aconteceu semanas depois, em 8 de janeiro de 2023.

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A mensagem de áudio foi enviada em 11 de novembro de 2022, dia da publicação da carta. O documento, assinado pelos comandantes das três forças armadas, era uma resposta aos manifestantes que acamparam em frente aos quartéis exigindo um golpe militar para anular as eleições: os militares reconheciam os atos como legítimos e repudiavam a repressão ao movimento, ao mesmo tempo que afirmavam compromisso com a democracia e contrariedade a excessos.

Mauro Cid buscou o comandante do Exército, general Freire Gomes, afirmando ter recebido contato dos “movimentos populares” sobre a percepção destes quanto à carta. “O pessoal elogiou muito, eles estão se sentindo seguros para dar um passo à frente”, disse.

Em seguida, o ajudante de ordens de Bolsonaro informou o general do plano, por parte dos organizadores do acampamento em Brasília, de “canalizar todos os movimentos previstos (…) pro Congresso, Supremo Tribunal Federal, Praça dos Três Poderes, basicamente”. O ápice da movimentação seria o dia 15 daquele mês: mesmo dia em que outros militares cedidos ao governo planejavam assassinar o presidente Lula, ainda não empossado, seu vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, na época presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

“Então, os caras vão colocar o nome deles é… à frente disso aí. E aí o medo deles é retaliação por parte do Alexandre Moraes. Então, no entendimento deles, essa carta significa que as forças armadas vão garantir a segurança deles. Manifestação pacífica é livre. Então, se eles forem lá e forem presos, as Forças Armadas vão garantir a segurança deles”, disse.

O cenário também se efetivou, em parte, em 8 de janeiro de 2023. Os manifestantes que escaparam da desintrusão policial na Praça dos Três Poderes fugiram em direção ao acampamento, e o Exército vetou a entrada de tropas da Polícia Militar no Setor Militar Urbano, bairro brasiliense sob jurisdição militar, onde fica localizado o quartel-general. A força de segurança só conseguiu entrar no dia seguinte, após receberem aval do próprio presidente Lula.

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Após enviar o áudio a Freire Gomes, Cid recebeu uma mensagem do major Rafael de Oliveira, um dos envolvidos no plano de assassinato da chapa presidencial eleita. “O pessoal tá querendo a orientação correta da manifestação. A pedida é ir para o Congresso Nacional e STF? As Forças Armadas vão garantir a permanência lá?”, questionou. No que Mauro Cid respondeu “Congresso Nacional e STF. Vão”.

Segundo a PF, os militares do círculo próximo a Bolsonaro tentavam, na época, convencer o comandante a aderir ao plano de golpe. O esforço culminou na reunião da primeira semana de dezembro, quando o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, apresentou a minuta de golpe de Estado aos comandantes das três forças, solicitando a participação. Freire Gomes negou, bem como o comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Júnior.


Por Congresso Em Foco

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