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Lira diz a Lula que clima desandou; veja os bastidores da reunião com líderes

Lira e Pacheco, por sua vez, disseram que o governo precisa fazer um gesto para que o clima melhore.

Redação
Por: Redação
09/12/2024 às 20h08 Atualizada em 09/12/2024 às 20h29
 Lira diz a Lula que clima desandou; veja os bastidores da reunião com líderes
Foto: Divulgação

O ambiente no Congresso Nacional para a aprovação do pacote fiscal sofreu um revés significativo, conforme foi relatado para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião nesta segunda-feira (9) no Palácio do Planalto.

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Lula recebeu líderes como Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara; Rofdrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, deputados e senadores representantes de bancadas.

O clima, segundo eles, desandou no Congresso após a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, sobre as regras para liberação de emendas parlamentares.

Fontes que participaram do encontro descreveram a decisão de Dino como "uma bomba".

O presidente Lula começou a conversa fazendo um apelo para a votação do pacote fiscal ainda neste ano. Lira e Pacheco, por sua vez, disseram que o governo precisa fazer um gesto para que o clima melhore.

A medida de Dino, que trouxe exigências como apresentação de plano de trabalho prévio e identificação nominal das indicações das emendas, gerou forte insatisfação entre deputados e senadores.

Segundo Lira, a falta de liberação das emendas até o prazo de 30 de dezembro compromete não só a aprovação do pacote fiscal. Na reunião, o governo demonstrou extrema preocupação também com a votação de outras pautas importantes, como a Lei Orçamentária Anual (LOA) e a reforma tributária.

Segundo participantes da reunião, todos os presentes relataram que o Congresso se sentiu desrespeitado não com as regras das emendas, mas com aquilo que os parlamentares chamam de "desrespeito" da interferência do STF.

Governo busca saídas
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, argumentou na reunião que o governo identificou brechas na decisão do STF que permitiriam liberar emendas de comissão e de bancada por meio de uma portaria a ser editada pelo governo e por meio de atas das comissões.

Essa portaria daria mais segurança aos ministérios para liberação das chamadas emendas Pix.

Apesar disso, Lira reiterou que o prazo é curto e que a insatisfação no Congresso é crescente.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), fez um alerta incisivo durante o encontro:

“Estamos entre o céu e o inferno. Um centímetro do céu é um centímetro do inferno.” Segundo ele, a não aprovação do pacote fiscal, da LOA e da reforma tributária neste fim de ano poderia levar a um aumento do dólar e da taxa de juros. Por outro lado, a aprovação dessas pautas garantiria um cenário econômico mais estável.

Próximos passos
Ainda nesta noite, uma nova rodada de discussões será realizada com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e outros líderes do Congresso, incluindo os senadores Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da CCJ, Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, e Randolfe Rodrigues. O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, também estará presente.

Ao fim da reunião, Lula informou que precisaria realizar um exame de rotina no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília.

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), deixou o Palácio do Planalto ao lado de Lira. Ambos reconheceram que a aprovação do pacote fiscal depende diretamente da liberação das emendas, sem as quais, segundo quem participou da reunião, “não há clima” para avançar nas votações.

Com o tempo apertado e a pressão crescente, os próximos dias serão decisivos para destravar a pauta econômica no Congresso.


Por G1

 

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