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Quadrilha frauda licitações e superfatura obras feitas com emendas parlamentares

Dinheiro obtido pelo esquema era transportado em jatinhos

Redação
Por: Redação
15/12/2024 às 23h09
Quadrilha frauda licitações e superfatura obras feitas com emendas parlamentares
Foto: Divulgação


A Polícia Federal desmantelou uma quadrilha formada por empresários e servidores públicos acusados de fraudes em licitações e superfaturamento de obras públicas financiadas com emendas parlamentares. O grupo operava em diferentes estados e teria desviado quase R$ 50 milhões em recursos públicos nos últimos dois anos apenas no município de Campo Formoso, na Bahia.

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De acordo com informações do Fantástico, programa da TV Globo, investigações apontaram que as fraudes se concentraram em obras públicas de comunidades como Laje dos Negros e Lagoa Porco. No total, as obras no município alcançaram R$ 45 milhões, mas se encontravam em estado precário.

O delegado Tiago dos Santos Souza afirmou que “o que a gente não consegue, nesse momento afirmar, é a participação de políticos na atuação criminosa, até porque a destinação das emendas é uma conduta lícita e prevista na legislação do Brasil”.

Segundo a polícia, o esquema utilizava emendas parlamentares para direcionar recursos públicos a estados, municípios e autarquias. A quadrilha ajustava editais de licitação, eliminava concorrentes e negociava propinas com funcionários públicos.

Dinheiro obtido pelo esquema era transportado em jatinhos entre os municípios envolvidos e Brasília, e posteriormente lavado por meio de empresas de fachada, supermercados e peixarias.

Entre os acusados estão Alex Rezende Parente, empresário e sócio da Allpha Pavimentações, Lucas Maciel Lobão Vieira, ex-coordenador do DNOCS na Bahia, e José Marcos de Moura, empresário com atuação em Brasília.

 

Outros 14 empresários, servidores públicos e vereadores também foram indiciados. A investigação resultou na apreensão de R$ 1,5 milhão em espécie, 23 carros de luxo, três iates, seis imóveis e diversas joias, além de mais de R$ 3 milhões em dinheiro.

Com o avanço da operação, 17 pessoas foram presas, enquanto Itallo Moreira de Almeida, funcionário do governo de Tocantins, está foragido. Um áudio contendo conversas comprometedoras e uma planilha detalhando o esquema foram encontrados entre os documentos apreendidos.

Lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos


A quadrilha também é acusada de lavar dinheiro e desviar recursos por meio de empresas fantasmas. Os servidores envolvidos recebiam propina para fornecer informações privilegiadas e favorecer as empresas participantes do esquema, de acordo com as investigações. O grupo movimentou cerca de R$ 1,4 bilhão.

Em resposta às denúncias, o prefeito de Campo Formoso, Elmo Nascimento, anunciou a abertura de uma investigação interna para apurar eventuais irregularidades. Em Jequié, a prefeitura exonerou uma servidora e instaurou uma sindicância para averiguar os fatos.


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