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Em nota, TRE-PB se manifesta contra ataques de Bolsonaro ao TSE e acusações de fraude nas eleições

O TER-PB declara ainda em nota que “enquanto não provadas as acusações apresentadas, o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba repudia quaisquer falsos dilemas que possam gerar instabilidade democrática

Redação
Por: Redação Fonte: Vitrine Patos
11/07/2021 às 13h18
Em nota, TRE-PB se manifesta contra ataques de Bolsonaro ao TSE e acusações de fraude nas eleições

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba emitiu nota pública, neste domingo (11), em que se manifesta contra as acusações de fraudes nas eleições gerais realizadas nos anos de 2014 e 2018 proferidas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e também se posiciona contra os ataques pessoais desferidos pelo gestor do país ao Presidente do TSE, Ministro José Roberto Barroso.

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Pondo em cheque as falas recentes de Bolsonaro, eleito em 2018 através do sistema eleitoral vigente, o TRE-PB afirma que “a deslegitimação do processo de votação brasileiro coloca em cheque a legitimidade dos atuais integrantes dos Poderes Legislativo e Executivo que, a teor do discurso que se quer impor, teriam sido eleitos em eleições viciadas”.

O TER-PB declara ainda em nota que “enquanto não provadas as acusações apresentadas, o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba repudia quaisquer falsos dilemas que possam gerar instabilidade democrática e deslegitimação da Justiça Eleitoral e demais instituições envolvidas no processo de fiscalização do sistema de votação e apuração, ao tempo que manifesta irrestrita solidariedade ao Presidente do Tribunal Superior Eleitoral pelos ataques pessoais que vem sofrendo por sua defesa da confiabilidade do processo eletrônico de votação e pela garantia de que as eleições de 2022 serão realizadas na data prevista na Constituição”, conclui o documento.

Leia a íntegra da nota do TER-PB:

“O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba vem se manifestar publicamente sobre as acusações de que as eleições gerais de 2014 e 2018 teriam sido fraudadas pelo Tribunal Superior Eleitoral e sobre os ataques pessoais desferidos contra o Presidente do TSE, Ministro José Roberto Barroso.

Ao contrário do que se alega, a história da Justiça Eleitoral está marcada pela busca incessante de melhorias técnico-operacionais capazes de reduzir a fraude decorrente da interação humana na contagem e apuração de votos que conduziu o Brasil ao atual processo eletrônico de votação, exemplo mundial de confiabilidade e celeridade, além de orgulho dos que fazem a Justiça Eleitoral e dos brasileiros em geral.

O próprio Tribunal Superior Eleitoral, que ora é questionado, tomou a iniciativa de conferir amplas atribuições de fiscalização do processo eletrônico de votação às Forças Amadas, à Polícia Federal, ao Ministério Público, à Ordem dos Advogados do Brasil, ao Tribunal de Contas da União, à Controladoria Geral da União, ao Congresso Nacional, à Sociedade Brasileira de Computação, ao Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, ao departamento de tecnologia das universidades credenciadas e a entidades privadas brasileiras sem fins lucrativos, e não apenas aos Partidos e Coligações, como determina o art. 66 da Lei das Eleições.

Todo o esforço de aprimoramento capitaneado por milhares de servidores e magistrados da Justiça Eleitoral em favor do Brasil, ano após ano, numa atuação conjunta com essas relevantes Instituições, pode ser traduzido numa única verdade: até o presente momento, nunca houve fraude comprovada nas eleições brasileiras realizadas através das urnas eletrônicas, nem denúncias consideradas relevantes.

Importante registrar que o processo de votação eletrônica brasileiro está em constante evolução, de forma que eventuais críticas ao processo são bem-vindas, quando embasadas em fatos, estudos científicos, argumentos técnicos, com o objetivo de aprimorar barreiras de segurança e mecanismos de auditoria, o que não se confunde com relatos genéricos, acusações sem prova e ataques pessoais, aparentemente forjados com a pretensão de instrumentalizar um debate para finalidades diversas da melhoria do sistema.

No Direito, assim como na vida, quem acusa deve provar a acusação.

Para além da Justiça Eleitoral (Poder Judiciário), a deslegitimação do processo de votação brasileiro coloca em cheque a legitimidade dos atuais integrantes dos Poderes Legislativo e Executivo que, a teor do discurso que se quer impor, teriam sido eleitos em eleições viciadas.

Enquanto não provadas as acusações apresentadas, o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba repudia quaisquer falsos dilemas que possam gerar instabilidade democrática e deslegitimação da Justiça Eleitoral e demais instituições envolvidas no processo de fiscalização do sistema de votação e apuração, ao tempo que manifesta irrestrita solidariedade ao Presidente do Tribunal Superior Eleitoral pelos ataques pessoais que vem sofrendo por sua defesa da confiabilidade do processo eletrônico de votação e pela garantia de que as eleições de 2022 serão realizadas na data prevista na Constituição.”

 

 

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Da redação/Portal WSCOM

 

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