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Polícia Civil encontra duas armas em fundo falso de veículo de empresário preso na Operação BR-230

Armamentos estavam escondidos em compartimento falso e serão submetidos à perícia

Redação
Por: Redação
07/01/2026 às 21h21
Polícia Civil encontra duas armas em fundo falso de veículo de empresário preso na Operação BR-230
Foto Reprodução: Pabhlo Rhuan

A Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) de Patos confirmou, nesta quarta-feira (7), a apreensão de duas armas de fogo encontradas no veículo utilizado por K.D.S., de 34 anos, empresário preso durante a 4ª fase da Operação BR-230, deflagrada na última segunda-feira (5).

De acordo com a Polícia Civil, os armamentos — uma pistola calibre 9mm, de uso restrito, e um revólver calibre .38 SPL, de uso permitido — estavam escondidos em um compartimento oculto no automóvel do investigado. As armas apresentaram compatibilidade com 196 munições de diferentes calibres localizadas nas residências do suspeito durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão.

Os armamentos apreendidos serão encaminhados para exames periciais, que irão apurar tanto a procedência legal quanto a possível utilização em atividades criminosas.

Após a prisão em flagrante, o empresário foi submetido à audiência de custódia, realizada na terça-feira (6). Na ocasião, a Justiça decidiu pela manutenção da prisão preventiva, determinando o encaminhamento do suspeito ao sistema prisional, possivelmente para o Presídio Romero Nóbrega, em Patos.

Conforme as investigações, K.D.S. é apontado como principal investigado desta etapa da operação, que apura a atuação de uma organização criminosa voltada para o desvio de cargas, receptação qualificada e lavagem de dinheiro. O esquema utilizava empresas de fachada para movimentar recursos que podem ultrapassar R$ 5 milhões.

Além das armas, a polícia também apreendeu bens de alto valor, incluindo:

Dois veículos de luxo, avaliados em cerca de R$ 412 mil cada;
Bolsas de grifes internacionais e outros objetos de elevado valor comercial;
Documentos de empresas suspeitas de envolvimento em crimes financeiros.


A esposa do investigado, uma influenciadora digital conhecida como Vivi, do município de São Bento, também é alvo das apurações. Segundo a Polícia Civil, o nome dela teria sido utilizado em empresas vinculadas ao grupo criminoso, com o objetivo de ocultar e movimentar recursos ilícitos, caracterizando a prática de autolavagem de dinheiro.


Por Pabhlo Rhuan

 

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