23°C 37°C
Patos, PB
Publicidade

Motta diz que Câmara deve votar acordo UE-Mercosul na próxima semana

Ele afirmou que “resta ao Brasil lutar pela previsibilidade nas relações internacionais”. País chegou a ser taxado em 50% antes da última redução

Redação
Por: Redação
21/02/2026 às 19h14 Atualizada em 21/02/2026 às 19h20
Motta diz que Câmara deve votar acordo UE-Mercosul na próxima semana
Hugo Motta (Republicanos-PB) (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que priorizará a votação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul na próxima semana, em meio às “incertezas acerca da imposição de tarifas pelos Estados Unidos”. Ele afirmou que “resta ao Brasil lutar pela previsibilidade nas relações internacionais”.

Nesta sexta-feira (20), a Suprema Corte dos EUA determinou que as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump contra diversos países são ilegais. O Brasil chegou a ser taxado em 50% antes de ter parte das tarifas reduzidas no fim do ano passado após negociações de Trump com o governo e empresários brasileiros.

Motta designou o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP) como relator do acordo no plenário. Pereira foi ministro do MDIC (Ministério da Indústria, Comércio exterior e Serviços) durante o governo de Michel Temer e disse à Folha que agradece a indicação e já retomou as negociações.

O texto só seguirá para o plenário após ser aprovado na Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, onde tramita atualmente e é relatado pelo deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP). O acordo começou a ser analisado em 10 de fevereiro, mas o processo ainda não foi concluído, pois houve um pedido de vista do deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE). A votação na comissão está prevista para terça-feira (24).

No relatório, Chinaglia destacou a abertura de novas oportunidades econômicas e ressaltou que o acordo será o maior do mundo, abrangendo uma população de 718 milhões de pessoas e um PIB (Produto Interno Bruto) combinado de US$ 22,4 trilhões.

“O acordo insere o Brasil no centro dinâmico da economia mundial, respeitando nossa soberania e garantindo reciprocidade”, afirmou o relator em seu voto.

Em 21 de janeiro, o Parlamento Europeu aprovou um pedido de revisão jurídica do acordo ao Tribunal de Justiça da União Europeia, o que postergará a entrada em vigor do acordo. A última versão do texto adicionou salvaguardas para proteger os agricultores europeus, o que é criticado pelo setor no Brasil. A discussão sobre o acordo leva mais de 25 anos.


Laura Scofield, da Folhapress

Patos, PB
23°
Parcialmente nublado
Mín. 23° Máx. 37°
23° Sensação
10.12 km/h Vento
71% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
05h05 Nascer do sol
17h22 Pôr do sol
Quarta
37° 22°
Quinta
37° 23°
Sexta
38° 23°
Sábado
38° 23°
Domingo
39° 23°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,04 +0,05%
Euro
R$ 5,65 +0,10%
Peso Argentino
R$ 0,00 +3,33%
Bitcoin
R$ 434,696,82 -0,75%
Ibovespa
205,079,25 pts -0.17%
Publicidade
Publicidade
Publicidade