
O paciente Cosmo Braz, de 47 anos, primeiro transplantado cardíaco de 2026 no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, recebeu alta hospitalar nesta semana, após uma recuperação bem-sucedida e deixou o hospital celebrando a nova chance de vida. Sua saída foi marcada por emoção, gratidão e sentimento de recomeço.
Cercado pela equipe multiprofissional que acompanhou sua trajetória durante o tratamento, Cosmo se emocionou ao falar sobre o momento de voltar para casa depois de semanas de internação com cuidados intensivos. “Eu quero ser um ponto de luz para que outras pessoas tenham a mesma oportunidade de receber esse tratamento aqui no Hospital Metropolitano. Tô no céu aqui, é minha segunda casa e estou muito feliz. Agradeço também à família do doador. Muito obrigado. Sou muito feliz, graças a Deus e a toda equipe”, afirmou.
Para o diretor técnico do Hospital Metropolitano, Matheus Agra, a alta representa um momento simbólico para toda a equipe envolvida no transplante e no acompanhamento do paciente. “Seu Cosmo teve uma excelente recuperação após o transplante, está evoluindo muito bem e seguirá sendo acompanhado pelo nosso ambulatório. Esse é um momento que coroa mais um marco histórico do Hospital Metropolitano. A gente sempre reforça a importância da doação de órgãos para que mais momentos como esse, de renovação de vidas, possam continuar acontecendo”, destacou.
A trajetória de Cosmo sensibilizou profissionais e familiares desde o início do tratamento. Morador de João Pessoa, ele enfrentava um grave quadro de insuficiência cardíaca provocado por uma miocardiopatia isquêmica. Há quase um ano, era acompanhado pela equipe especializada do ambulatório de insuficiência cardíaca da unidade, até ser incluído na fila de transplante após sucessivos agravamentos no estado de saúde e internações frequentes.
Segundo a cardiologista Tauanny Frazão, que acompanhou o paciente no ambulatório especializado do Metropolitano, Cosmo apresentava uma fração de ejeção de apenas 17%, condição que já provocava limitações severas até mesmo para atividades simples do dia a dia. O transplante cardíaco foi realizado no último dia 29 de abril e se tornou possível graças ao gesto de solidariedade da família de um homem de 35 anos, que autorizou a doação dos órgãos após confirmação de morte encefálica.
O caso mobilizou toda a equipe envolvida no procedimento. O cirurgião cardiovascular Maurílio Onofre relembrou um momento marcante vivido pouco antes da cirurgia. “Cosmo foi um paciente que cativou todos nós e nos emocionou bastante. Tem uma frase que ele falou no bloco cirúrgico, quando estava iniciando a anestesia, que nos marcou muito. Ele disse: ‘Doutor, se tudo der certo, eu gostaria de duas coisas: respirar e poder tomar água’. São coisas tão simples no nosso dia a dia, mas que para outras pessoas representam tanto. Ele realmente renasceu, ganhou uma nova vida e agora poderá retomar sua rotina com qualidade de vida”, ressaltou.
Durante toda a internação, Cosmo destacou o acolhimento recebido na unidade e o desejo de voltar a viver momentos simples ao lado da filha de 15 anos. Agora, com a alta hospitalar, ele seguirá sendo acompanhado pelo ambulatório especializado em transplante cardíaco do Hospital Metropolitano, iniciando uma nova etapa longe das limitações impostas pela doença.
Referência em Transplantes Cardíacos: Desde 2022, o Hospital Metropolitano já realizou 22 transplantes cardíacos e segue como a única unidade da rede pública da Paraíba habilitada para realizar o procedimento em adultos. O serviço conta com estrutura moderna, equipe multiprofissional especializada e atuação integrada com a Central Estadual de Transplantes, Corpo de Bombeiros e rede hospitalar estadual.

Redação com Assessoria