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Motta diz que investigação contra Valdemar tenta 'criminalizar a política'

Decisão do ministro Flávio Dino bloqueou R$ 119 milhões em bens do presidente do PL

Redação
Por: Redação
11/07/2026 às 19h11
Motta diz que investigação contra Valdemar tenta 'criminalizar a política'
Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta - Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), reagiu neste sábado à investigação da Polícia Federal (PF) contra o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, pela indicação de emendas parlamentares mesmo sem possuir mandato parlamentar. Em nota, Motta acusou a investigação de tentar "criminalizar a atividade política".

No documento, Hugo Motta manifestou seu inconformismo com a operação e disse que a investigação se baseia apenas em inferições.

"A decisão em questão não identifica desvio, abuso ou aplicação irregular de verbas públicas. Limita-se a inferições e a tentar criminalizar a atividade política. Torna-se inaceitável, tendo em vista que a alocação das emendas está em plena conformidade com a moldura normativa vigente e com os compromissos institucionais firmados entre o Executivo e o Legislativo perante a própria Corte Constitucional", afirmou o presidente da Câmara.

No documento, Motta reforçou que confia no trabalho dos servidores. Na investigação, a Polícia Federal apura a atuação da servidora da Câmara dos Deputados, Mariângela Fialek. Segundo o presidente, a autorização dada pelos parlamentares para que os seus assessores operacionalizem as indicações faz parte do funcionamento normal administrativo da Câmara e não traduz qualquer irregularidade.

"A Câmara dos Deputados continuará a conduzir suas atividades com transparência, respeito à ordem jurídica e plena independência do Poder Legislativo", afirmou Motta.

A decisão do ministro Flávio Dino determinou o bloqueio de até R$ 119 milhões em bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Ele é suspeito, segundo o despacho do ministro, de ser o autor real das indicações e beneficiário político de 21 repasses, mesmo sem ter um mandato parlamentar.

O esquema, de acordo com a investigação, conta com três servidores da Câmara próximos ao Centrão e sobre quem Valdemar teria “ascendência”: Mariângela Fialek, que foi assessora do ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL) e hoje está lotada na liderança do PP; Garigham Amarante, que foi indicado pelo PL para a diretoria do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) no governo de Jair Bolsonaro e hoje está na liderança do PL na Câmara; e Nara Brum, assessora da liderança do PL na Câmara.

 

 

Por Agência O Globo

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