
O ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), foi sorteado relator de uma ação referente à quebra de sigilo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de familiares.
Na segunda-feira (19), Lula afirmou estar disposto a autorizar a abertura de seus sigilos e dos de seus familiares, desde que Flávio Bolsonaro concorde em fazer o mesmo.
A proposta foi apresentada após a troca de acusações entre os dois candidatos à Presidência durante o debate presidencial na Band, no último domingo (18).
Na manhã desta terça (20), os advogados do presidente entraram com um pedido o TSE solicitando a quebra de sigilo bancário e telefônico do petista, da primeira-dama, Janja da Silva, e de seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O requerimento exige, ainda, que Flávio Bolsonaro tenha a mesma conduta.
Lula autoriza a divulgação de seus dados na plataforma DivulgaCandContas ou em outro site de acesso público, contanto que Flávio Bolsonaro também abra os seus. A medida incluiria informações do ex-presidente Jair Bolsonaro, dos irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan Bolsonaro, da esposa de Flávio, Fernanda Antunes, e de sua mãe, Rogéria Bolsonaro.
“A divulgação pública dos dados bancários, fiscais e telefônicos dos dois candidatos, anterior à próxima quarta-feira (21.10.2026), é fundamental para que a população brasileira seja devidamente informada e possa decidir livremente em quem vai votar”, afirma o documento apresentado por Lula.
O pedido também abrange dados de empresas e contas nas quais os dois candidatos tenham participação societária.