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11 titulares, 135 dias, mais de 560 mil mortos. Um resumo da CPI da Covid

Se não fosse um enredo absolutamente trágico, a narrativa que vai se construindo na CPI da Covid muitas vezes poderia mais compor uma piada. Algo do tipo: “Tinha um coronel, um cabo da PM, um reverendo e um sujeito que pensava que era o Super-Homem...”

Redação
Por: Redação Fonte: Vitrine Patos
07/08/2021 às 14h32
11 titulares, 135 dias, mais de 560 mil mortos. Um resumo da CPI da Covid

Se não fosse um enredo absolutamente trágico, a narrativa que vai se construindo na CPI da Covid muitas vezes poderia mais compor uma piada. Algo do tipo: “Tinha um coronel, um cabo da PM, um reverendo e um sujeito que pensava que era o Super-Homem...”

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Era possível até se rir, se o propósito da comissão de inquérito não fosse apurar as responsabilidades pela inação brasileira que fizeram com que a pandemia da covid-19 já tivesse levado à morte de mais de 560 mil pessoas e ao luto das suas famílias.

Desde o dia 27 de abril, quando houve a primeira sessão da CPI, a contabilidade crescente de mortos tem sido lembrada em plaquetas ilustradas por senadores como o relator Renan Calheiros (MDB-AL) e o vice-presidente Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Houve prisão. Houve denúncia de propina. Houve a constatação de que atravessadores espertalhões tentaram vender vacina para o governo brasileiro.

Durante o período de recesso do Congresso, a CPI tratou de organizar documentos e suas linhas de investigação.

A primeira linha apura as consequências do negacionismo do governo na evolução da pandemia. A defesa do uso de medicamentos sem eficácia comprovada, contrária às medidas de isolamento e a cuidados como o uso de máscaras. Essa linha de investigação inclui o que aconteceu em Manaus no início do ano, quando pessoas morreram asfixiadas por falta de oxigênio. A CPI investiga se no Amazonas instalou-se uma espécie de laboratório do chamado “tratamento precoce” com o “kit covid”, o conjunto de remédios sem eficácia, como a hidroxicloroquina. Mesmo um aplicativo, o Tratecov, indicando tais medicamentos, teria sido ali usado.

A segunda linha de investigação surgiu depois de denúncia feita pelo deputado Luís Miranda (DEM-DF) e por seu irmão, Luís Ricardo, funcionário do Ministério da Saúde. Aponta para as tentativas que foram feitas de aquisição de vacinas pelo ministério por meio de atravessadores. São entre esses intermediários que estão o reverendo Amílton de Paula e o cabo da PM Luís Paulo Dominguetti. Há, nessa intermediação, a denúncia de pagamento de propina ao ex-secretário de Logística do ministério Roberto Dias.

Finalmente, a terceira linha da apuração investiga a produção de fake news sobre a covid. Quem produziu tais notícias falsas, quem disseminou, se há a participação do chamado Gabinete do Ódio nesse processo.

 

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