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Queiroga nega pedido de demissão após boatos de que deixaria o governo

O caso foi divulgado pelo site O Bastidor, mas foi negado em seguida pelo Ministério da Saúde e depois pessoalmente pelo paraibano.

Redação
Por: Redação Fonte: Vitrine Patos
02/09/2021 às 19h39 Atualizada em 02/09/2021 às 19h50
Queiroga nega pedido de demissão após boatos de que deixaria o governo

O ministro paraibano Marcelo Queiroga (Saúde) negou nesta quinta-feira (2) que tenha pedido demissão do cargo em conversa com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Quarto ocupante da pasta, ele se tornou alvo de especulação durante a tarde, com a publicação do suposto pedido para deixar o governo. O caso foi divulgado pelo site O Bastidor, mas foi negado em seguida pelo Ministério da Saúde e depois pessoalmente pelo paraibano. A alegação era a de que ele não vinha conseguindo impor a sua autoridade.

 “Eu não sei a quem interessa essa indústria de boatos de fake somente para desestabilizar, desestabilizar não, para tentar desestabilizar o Governo, inventando divisões do Ministério da Saúde. Eu nem pedi demissão, nem vou pedir demissão, estarei aqui no Ministério da Saúde até o dia que o Presidente da República entender que eu sou útil a nação brasileira. Brasil acima de tudo e Deus acima de todos”, disse o ministro após a polêmica.

Relatos de que Queiroga pensa em entregar o cargo se espalham desde o mês de junho, com diversos motivos alegados. A pasta comandada por ele é o alvo principal da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que tramita no Senado e que apura as omissões do governo durante a pandemia. Na tarde desta quinta, Queiroga esteve no Palácio do Planalto para entregar ao presidente o material para ser usado na live semanal do presidente. Um dos pedidos de Bolsonaro é para que o Ministério da Saúde desobrigue o uso de máscara.

Antes de Queiroga, a pasta foi ocupada pelos ministros Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello. O primeiro e o segundo deixaram o governo por discordâncias com o presidente a respeito do enfrentamento da Covid-19. O último, um general da ativa, comandou a pasta com a impressão de uma política que priorizou a distribuição de medicamentos sem indicação para o tratamento da Covid-19. Ele também negligenciou a compra de vacinas para serem aplicadas na população.

 

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