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Presidente do CFM acusa CPI de “narrativa falaciosa” após investigação

Em nota divulgada após o anúncio, Mauro acusou a CPI de "dar palanque" à detratores do CFM.

Redação
Por: Redação Fonte: Por Congresso Em Foco
06/10/2021 às 21h50 Atualizada em 06/10/2021 às 22h01
Presidente do CFM acusa CPI de “narrativa falaciosa” após investigação

O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Luiz de Britto Ribeiro, reagiu nesta quarta-feira (6) ao anúncio do relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), de que a comissão passaria a investigar o chefe do Conselho. Em nota divulgada após o anúncio, Mauro acusou a CPI de "dar palanque" à detratores do CFM. O órgão- responsável por regular a atividade no Brasil - é acusado de ser leniente às opiniões contrárias à ciência, encampadas pelo presidente Jair Bolsonaro.

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“Os membros da CPI deixaram clara sua opção de dar palanque àqueles que mantém um discurso alinhado com determinada visão, distante da realidade enfrentada pelos médicos na linha de frente contra a covid-19, e não dar voz ao Conselho Federal de Medicina (CFM) como representante daqueles que têm dado o máximo na luta contra essa doença, às vezes com o sacrifício de sua própria saúde ou vida", escreveu Mauro em nota.

Ele ainda reafirmou o argumento da liberdade do médico, que em sua visão poderia garantir que este receitasse medicamentos ineficazes contra a covid-19. Este é um dos debates centrais da CPI da Covid: nas últimas semanas, senadores apuraram que a Prevent Senior, operadora de planos de saúde voltada para idosos, prescreveram o chamado "kit covid", composto de medicamentos ineficazes contra a doença, para os pacintes.

A decisão de tornar o médico como investigado ocorreria, segundo Calheiros, por três fatos: Mauro Luiz teria apoiado o negacionismo defendido pelo governo; teria dado apoio a medicamentos ineficazes, e teria se omitido diante de fatos criminosos, como o caso da Prevent Senior.

A decisão acabou criticada por senadores da base governista na CPI, como Marcos Rogério (DEM-RO) e Eduardo Girão (Podemos-CE). Apesar de ser incluído na lista dos investigados, Mauro não foi e não deve ser ouvido pela comissão até o final dos trabalhos.

 

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