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Dividido, PT não deve fechar apoio à CPI da Rachadinha no Senado

Os seis senadores do PT têm opiniões diversas sobre a abertura de uma CPI destinada exclusivamente a investigar Bolsonaro

Redação
Por: Redação Fonte: Victor Fuzeira Luciana Lima
10/11/2021 às 05h21
Dividido, PT não deve fechar apoio à CPI da Rachadinha no Senado
Senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) é autor do requerimento de abertura da CPI da Rachadinha

Tida como nova arma da oposição para fazer frente ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a instalação de uma nova comissão parlamentar de inquérito (CPI), destinada exclusivamente a apurar suposto esquema de rachadinha ocorrido no gabinete do ex-deputado federal e atual chefe do Executivo federal, ainda não tem assinaturas suficientes para sair do papel e sofre resistência – inclusive, de senadores opositores ao governo.

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De autoria do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), o requerimento para que a CPI da Rachadinha seja instalada tem, hoje, 12 assinaturas das 27 necessárias. Das inscrições, duas são dos senadores petistas Humberto Costa (PE) e Rogério Carvalho (SE). Apesar do apoio da dupla, a bancada do PT no Senado está dividida sobre defender ou não a abertura da comissão.

Conforme apurado pelo Metrópoles, parte dos senadores discorda do objeto a ser investigado pela comissão. Há, internamente, um entendimento de que uma CPI apenas destinada a “sangrar Bolsonaro não pegaria nada bem”. O tema, contudo, ainda deverá ser discutido pelos parlamentares na próxima terça-feira (9/11).

À reportagem senadores não se manifestaram publicamente, pelo menos enquanto o assunto não for debatido pela bancada. Fontes do partido confirmam, porém, a informação de que parte dos petistas não deverá sustentar o pedido de Vieira.

Alguns senadores têm externado o entendimento de que a instalação de uma nova comissão parlamentar para investigar Bolsonaro configuraria “banalização” das comissões parlamentares.

Além disso, outra ponderação que paira contra pedido de Vieira é que não é politicamente viável colocar o Senado mais tempo abraçado a uma investigação sobre os esquemas do clã Bolsonaro, como ocorreu nos seis meses em que toda a articulação política na Casa girou em torno da CPI da Covid-19.

Há também o temor de que uma nova comissão ofusque os resultados da CPI da pandemia, que sugeriu o indiciamento de Bolsonaro, por nove crimes, além de filhos do presidente.

 

CPI só em 2022

Caso consigam as assinaturas necessárias, os apoiadores da criação da CPI da Rachadinha ainda terão de convencer o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a fazer a leitura do requerimento de abertura. O rito marca, oficialmente, a instalação dos trabalhos do grupo de senadores e abre prazo para indicação dos membros pelas lideranças partidárias.

No que depender do senador mineiro, a realização da CPI da Rachadinha – caso ocorra – só será possível em meados de 2022, uma vez que há um acordo verbal entre o presidente da Casa e o senador Plínio Valério (PSDB-AM) para que, com o fim dos trabalhos da CPI da Covid, se dê prosseguimento à CPI das ONGs da Amazônia.

De autoria do senador amazonense, a comissão é destinada a investigar a atuação de organizações não governamentais na Amazônia. O parlamentar aponta que as entidades teriam atuação suspeita na região, tendo comprado milhares de hectares de terra em locais estratégicos, que funcionariam como reservas de petróleo e gás natural.

O requerimento de instalação da CPI das ONGs da Amazônia já foi lido em plenário e aguarda, no momento, a indicação para composição do colegiado.

Pelo regimento interno do Senado, havia previsão de que a comissão fosse instalada, inclusive, antes da CPI da Covid. Entretanto, Pacheco se viu pressionado a “furar a fila” e passar na frente a investigação sobre crimes ocorridos durante a pandemia, em razão da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinando a instalação imediata do colegiado.

Eleições e Flávio

Senadores que torcem o nariz para a CPI da Rachadinha entendem que outro ponto a pesar contra o apoio unânime dos petistas à ideia é a avaliação de que uma nova comissão em ano eleitoral também não faria bem à imagem do candidato do partido à Presidência, o ex-presidente Lula.

O entendimento é de que indicar senadores do PT para compor o colegiado em plena disputa eleitoral legitimaria um eventual discurso de “perseguição política” a ser defendido por Bolsonaro e seria prejudicial à imagem do partido durante as eleições.

Outro ponto a pesar contra apoio unânime do partido para a CPI da Rachadinha é um suposto envolvimento do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) nos esquemas denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro contra o filho 01 de Bolsonaro quando era deputado estadual.

O filho do presidente estaria no centro das investigações sobre os esquemas de rachadinhas em seus gabinetes, no caso de nova CPI, e o entendimento é de que a abertura de uma nova comissão parlamentar para atingir um senador, mesmo que filho de Bolsonaro, provocaria um conflito ético.

 

Metrópoles 

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