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Relator da CPI faz apelo a jogadores da seleção para que não participem da Copa América

Senador Flavio Bolsonaro também apela aos atletas, mas para que participem. Presidente Jair Bolsonaro aceitou pedido para realizar jogos no Brasil após desistência de Argentina e Colômbia.

Redação
Por: Redação
06/06/2021 às 14h52
Relator da CPI faz apelo a jogadores da seleção para que não participem da Copa América

O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), informou neste domingo (6) que enviou aos jogadores e à comissão técnica da seleção brasileira uma nota na qual propõe uma "reflexão" e apresenta argumentos contrários à realização da Copa América de Futebol no Brasil.

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O senador Flavio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, também fez um apelo aos atletas na manhã deste domingo, mas em sentido contrário — ele pede aos jogadores que "não abram mão" de disputar a competição (leia em detalhes mais abaixo).

Após as desistências dos países organizadores (Argentina e Colômbia), o governo Jair Bolsonaro atendeu a pedidos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) e aceitou receber a competição, prevista para se iniciar no próximo domingo (13), apesar da crise sanitária provocada pela epidemia de Covid, que já fez mais de 470 mil mortos no país.

O capitão da seleção brasileira, o jogador Casemiro, informou que, após a partida da próxima terça-feira (8) contra o Paraguai, em Assunção, pelas eliminatórias da Copa do Mundo, o grupo de jogadores divulgará a posição deles em relação à realização da Copa América.

"A seleção é motivo de orgulho. Disputar a Copa pode até gerar troféu. Não disputar, em nome de vidas, significará sua maior conquista. Impossibilitado de apelar ao bom senso do presidente da República e da CBF, enviei nota aos atletas e à comissão técnica", escreveu Renan Calheiros em uma rede social.

Na nota, o senador lista argumentos "estritamente técnicos, sem qualquer viés político" da equipe técnica da comissão parlamentar de inquérito, contrários à realização da competição no Brasil.

"As razões para a realização da Copa América na iminência de uma terceira onda da pandemia no Brasil não correspondem à opção sanitária mais segura para o povo brasileiro", diz o texto da nota.

Entre os argumentos, o relator da CPI afirma que

 

  • o número de vacinados no Brasil até a última sexta-feira (4) correspondia a somente 10,77% do total da população. "Isso coloca o país na posição de número 64 no ranking mundial de vacinação adotando-se o critério percentual da população imunizada/100 mil habitantes".
  • o país tem mais de 470 mil mortos pela pandemia, com média de 2 mil por dia e há risco de colapso nos hospitais. "Estamos vivendo um dos momentos mais críticos da doença, sob o risco concreto de uma terceira onda mais severa e, como constatado, com a população ainda não imunizada em percentuais seguros".
  • há uma tentativa de se forçar a realização da competição, a despeito da crise sanitária. "Temos ciência da divisão existente no Brasil. Alguns setores tentam forçar a realização da Copa América, ou não, como um ato político. Como se a única neutralidade fosse obedecer sem questionar."
  • Flavio Bolsonaro faz 'apelo' contrário

     

    Em um vídeo divulgado em uma rede social na manhã deste domingo após a publicação de Renan Calheiros, o senador Flavio Bolsonaro (Patriota-RJ) também faz um "apelo" aos jogadores da seleção, mas para que participem da Copa América. Ele não faz referência no vídeo à iniciativa do relator da CPI.

    "Faço um apelo especial aos jogadores da seleção brasileira: não se deixem ser usados em um momento como esse. O Brasil tem toda a possibilidade de fazer esse torneio, seguindo todas as medidas de segurança e restritivas", afirmou.

    O senador, filho do presidente Jair Bolsonaro, pede aos atletas que "não abram mão" do próprio trabalho porque, segundo afirmou, "vocês trazem um pouco de alento para a população com o trabalho que vocês realizam".

    "Então, conto com vocês para evitar esse boicote ao Brasil realizar a Copa América por uma disputa política", disse.

     

     

    Por G1 — Brasília

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