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Central Estadual de Transplantes registra 15ª doação de órgãos do ano na Paraíba e beneficia cinco pessoas

Gesto de generosidade de uma família em João Pessoa beneficia cinco pacientes; estado já realizou 61 transplantes em 2026, mas fila de espera ainda passa de 800 pessoas.

Redação
Por: Redação
02/06/2026 às 21h03
Central Estadual de Transplantes registra 15ª doação de órgãos do ano na Paraíba e beneficia cinco pessoas

A Central de Transplantes da Paraíba registrou, nessa segunda-feira (1), no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, a 15ª doação de múltiplos órgãos de 2026. A unidade é considerada a maior doadora de órgãos no estado, sendo esta a sexta captação do ano.

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O doador foi um homem de 56 anos, vítima de um Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico (AVCH). Após a confirmação do diagnóstico de morte encefálica e a autorização da família, foi realizada a captação do fígado, dos rins e das córneas. O gesto tira cinco pessoas da fila por um transplante.

O processo de doação envolveu o trabalho integrado de equipes multiprofissionais do hospital, da Central Estadual de Transplantes e das equipes transplantadoras, seguindo todos os protocolos estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes.

De acordo com a diretora da Central Estadual de Transplantes da Paraíba, Rafaela Dias, cada autorização familiar representa a chance de transformar a dor da perda em esperança para outras famílias. “Chegar à 15ª doação de órgãos do ano é resultado de um trabalho contínuo de sensibilização, acolhimento e compromisso das equipes envolvidas. Mais uma vez, agradecemos à família do doador por esse gesto de extrema generosidade, que permitiu salvar e melhorar a vida de cinco pessoas. A doação de órgãos é um ato de amor que deixa um legado de vida e esperança”, destacou.

Atualmente a Paraíba conta com duas Organizações à Procura de Órgãos (OPO), distribuídas em João Pessoa e Campina Grande, e equipes de Doação e Transplante (eDOT). Enquanto a OPO atua em nível regional, coordenando vários hospitais, a eDOT é formada por equipes da própria rede hospitalar e fica responsável pelo rastreamento de casos de morte encefálica e identificação de potenciais doadores dentro das unidades. Essas equipes notificam os casos e realizam o acompanhamento e a entrevista familiar para a doação.

Somente em 2026, a Paraíba já contabiliza 61 transplantes realizados, e 874 pessoas ainda aguardam na lista de espera.

 

Por Redação com Secom-PB

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